Jovem de 22 anos desenvolve câncer de pulmão agressivo após uso de vape
Ela passou a usar a própria experiência como forma de alertar sobre os possíveis riscos associados ao cigarro eletrônico

Uma jovem de 22 anos, residente em Manchester, no Reino Unido, passou a usar a própria experiência como forma de alertar sobre os possíveis riscos associados ao cigarro eletrônico. Kayley Boda relatou que começou a utilizar vape aos 15 anos e, anos depois, foi diagnosticada com câncer de pulmão. Após ser submetida a cirurgia e sessões de quimioterapia, ela recebeu a notícia de que a doença havia retornado.
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O caso ganhou repercussão internacional por envolver uma paciente tão jovem. Segundo a própria Kayley, médicos destacaram que esse tipo de diagnóstico costuma ser mais comum em pessoas mais velhas, o que torna a situação atípica.
De acordo com relatos divulgados pela imprensa britânica, os primeiros sintomas surgiram em 2025, quando a jovem passou a apresentar tosse com muco escuro e de aspecto incomum. Inicialmente, ela associou o quadro ao uso frequente de vape. Com o passar do tempo, no entanto, os sintomas se intensificaram, incluindo episódios de tosse com sangue, o que a levou a buscar atendimento médico.
Exames de imagem identificaram uma mancha no pulmão direito. Após a realização de testes complementares e biópsia, foi confirmado o diagnóstico de câncer de pulmão, inicialmente classificado como estágio 1. Durante o procedimento cirúrgico para retirada de parte do pulmão e de linfonodos próximos, contudo, os médicos encontraram células cancerígenas em seis gânglios linfáticos, o que levou à reclassificação da doença para estágio 3.
No período pós-operatório, Kayley iniciou tratamento quimioterápico e relatou ter enfrentado efeitos colaterais severos. Em fevereiro de 2026, exames indicaram ausência de sinais detectáveis da doença. No mês seguinte, porém, ela voltou a procurar atendimento médico após sentir fortes dores no peito.
A equipe de saúde identificou um derrame pleural — acúmulo de líquido entre o pulmão e a parede torácica. A análise do material revelou a presença de células cancerígenas no revestimento pulmonar, indicando a recidiva do tumor.
Até o momento, não há confirmação de que o uso de vape tenha sido a causa direta do câncer. Segundo a paciente, os médicos não apontaram um fator único, embora tenham ressaltado que o hábito de fumar ou vaporizar substâncias pode prejudicar a saúde pulmonar. Especialistas destacam que os cigarros eletrônicos expõem o organismo à nicotina e a compostos químicos potencialmente tóxicos, e que ainda existem estudos em andamento sobre seus efeitos a longo prazo.
Após o diagnóstico, Kayley afirmou ter abandonado o uso do vape e passou a incentivar pessoas próximas a fazerem o mesmo. O caso reacende o debate sobre o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos.
Profissionais de saúde reforçam a importância de buscar avaliação médica diante de sintomas respiratórios persistentes, como tosse prolongada, secreção incomum, presença de sangue ao tossir ou dor no peito.
Informações: Metrópoles
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