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CRUELDADE

"Joguei no fogo e segurei", disse mãe condenada por matar filho em Goiás presa após fuga

Autora do crime confessou à época ter usado álcool e madeira para manter a criança nas chamas

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Autor Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (28), em Brazlândia (DF), a mulher, de 35 anos. Ela estava foragida desde o ano passado e cumpre pena de 26 anos de prisão por assassinar o próprio filho, de apenas dois anos, em junho de 2017, na cidade de Piranhas, na região oeste de Goiás. A motivação do crime foi o fato de a criança se parecer fisicamente com o pai.

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Grávida de oito meses, a mulher foi localizada após um trabalho de monitoramento e inteligência policial. “A mulher havia fugido para o Distrito Federal após obter a progressão de regime, em 2025”, explicou o delegado Ricardo Nogueira. Após a detenção, ela foi encaminhada à Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCPP) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), onde permanece à disposição da Justiça. A defesa não foi localizada para comentar a prisão.

O homicídio gerou forte comoção pela brutalidade. Durante as investigações em 2017, a suspeita confessou o crime em vídeo gravado pela Polícia Civil, detalhando a dinâmica e a frieza da ação. “Joguei dentro do fogo, segurei ele e joguei álcool”, relatou a mulher na gravação. Ela revelou ainda ter utilizado um pedaço de madeira para manter o filho na fogueira, retirando os restos mortais com uma toalha logo após consumar o ato.

Antes de admitir o assassinato, a mãe tentou acobertar a autoria acionando a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O então delegado responsável pelo caso, Ronaldo Pinto Leite, detalhou a versão inicial. “Ela disse que colocou o fogo no monte de folhas e entulho, se distraiu, foi pra dentro de casa. Outro filho viu o irmão na fogueira e a chamou. Ela falou que não conseguiu socorrer”, informou a autoridade policial à época. A farsa foi rapidamente desmontada pelas equipes de investigação, que apontaram a ausência de sinais de que a vítima teria se debatido para fugir das chamas.

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