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Irmão confunde cobra-coral com minhoca e menina de 4 anos sofre três choques anafiláticos em SC

Apesar do susto, a criança se recuperou totalmente após dez dias de cuidados médicos; caso ocorreu em Itajaí

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Irmão confunde cobra-coral com minhoca e menina de 4 anos sofre três choques anafiláticos em SC
Autor A equipe médica precisou administrar doses de adrenalina e antialérgicos para estabilizar cada nova crise gerada pelo soro - Foto: Arquivo pessoal

Uma menina de quatro anos sobreviveu a três choques anafiláticos após ser picada por um filhote de cobra-coral verdadeira dentro de casa, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. A criança foi atacada no dia 25 de abril, depois que seu irmão mais velho confundiu a serpente altamente venenosa com uma minhoca. Apesar da gravidade do envenenamento e das fortes reações alérgicas ao tratamento, a menina se recuperou totalmente após dez dias de cuidados médicos intensivos e repouso domiciliar.

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O acidente aconteceu quando o irmão da vítima viu gatos brincando com o animal no quintal. Acreditando se tratar de uma minhoca, o menino pegou a cobra pelo rabo, levou-a para o interior da residência e a colocou sobre as pernas da irmã. A mãe das crianças relatou que a menina se assustou e possivelmente apertou o filhote, que reagiu picando o calcanhar da garota. Ao ouvir os gritos da filha, o pai reconheceu a espécie imediatamente, capturou a cobra em um pote e a família seguiu às pressas para um pronto-atendimento, de onde a menina foi transferida de ambulância para um hospital.

A criança sofreu três choques anafiláticos, uma reação alérgica aguda e potencialmente fatal, apresentando inchaço extremo, comprometimento respiratório e vômitos. Transferida para a ala vermelha do hospital, a equipe médica precisou administrar doses de adrenalina e antialérgicos para estabilizar cada nova crise gerada pelo soro. Após três dias de internação, ela recebeu alta e concluiu a recuperação em casa.

Especialistas ressaltam que a cobra-coral verdadeira possui a peçonha neurotóxica mais potente entre as serpentes brasileiras. Apesar disso, biólogos apontam que ela não é considerada a mais perigosa por não ter o hábito de dar o bote, atacando geralmente apenas quando é manuseada ou ferida.

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O que fazer em caso de picadas de cobras?

Em caso de acidentes com cobras, as autoridades de saúde e segurança, como o Samu e o Corpo de Bombeiros, orientam que a vítima seja levada o mais rápido possível ao hospital. O local da picada deve ser lavado apenas com água e sabão. É estritamente contraindicado amarrar o membro ferido com torniquetes, fazer cortes ou tentar sugar o veneno, práticas que podem agravar a lesão e resultar em amputações. Além disso, fotografar o animal, sempre que possível e seguro, é um passo fundamental para garantir a escolha exata do soro antiofídico na unidade de saúde.

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