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Irã avalia o uso de golfinhos com minas contra navios no Estreito de Ormuz

Além de novas armas navais, Teerã sinaliza possível sabotagem a cabos de telecomunicações, o que poderia comprometer o tráfego global de dados

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Irã avalia o uso de golfinhos com minas contra navios no Estreito de Ormuz
Autor Irã avalia o uso de golfinhos com minas contra navios no Estreito de Ormuz - Foto: Imagem de divulgação/Campanha Salve o Boto

O Irã avalia a utilização de golfinhos equipados com minas para realizar ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, conforme revelou uma reportagem do Wall Street Journal. A tática inusitada faz parte de uma estratégia do país para empregar armamentos e métodos ainda não utilizados no atual conflito, o que inclui também a operação de submarinos. Essa movimentação ocorre como resposta à escalada das tensões e às crescentes sanções internacionais na região.

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Além das ameaças militares diretas, o governo iraniano sinaliza a possibilidade de cortar cabos de telecomunicações submarinos localizados na mesma área. Um alerta velado sobre essa tática foi dado pela agência Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, que publicou um mapa detalhado da infraestrutura do estreito. A sabotagem desses cabos teria um impacto severo, com potencial para comprometer o tráfego de internet em escala global.

A intensificação dessas ameaças ocorre em um momento em que Teerã enfrenta severas dificuldades para lidar com o bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Anteriormente utilizado pelo Irã como instrumento de pressão no início da guerra, o canal vital para o escoamento de energia viu sua dinâmica mudar. A ação americana impediu a circulação dos chamados navios fantasmas iranianos, paralisando transações comerciais cruciais, como a exportação de petróleo para a China.

Segundo analistas, essa mudança de cenário encerrou a principal manobra iraniana para fugir das pressões financeiras dos Estados Unidos. Para o ex-diretor de política para o Golfo Pérsico do Departamento de Defesa dos EUA, David Des Roches, o Irã conseguiu criar uma crise de confiança no mercado, mas descobriu que interromper o tráfego não significa deter o controle da região. Com o bloqueio travando até 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás, setores políticos iranianos passaram a classificar a ofensiva de Washington como um ato de guerra que exige retaliação armada.

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Apesar da retórica bélica, há movimentos simultâneos no campo diplomático. Na noite da última quinta-feira, o Irã encaminhou uma nova proposta de cessar-fogo aos Estados Unidos, utilizando o Paquistão como mediador. Embora o conteúdo do documento não tenha sido detalhado pela agência oficial de notícias IRNA e ainda não esteja claro se a mensagem já chegou a Washington, a simples divulgação do contato diplomático foi suficiente para provocar a queda imediata nos preços globais do petróleo, que operavam em forte alta devido às instabilidades e temores de uma desaceleração econômica mundial.


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