Idosa morre após procedimento estético e falso biomédico é preso
O homem que atendeu a paciente foi preso nesta sexta-feira (05); ele não possuía autorização para exercer a profissão

Uma idosa de 78 anos morreu após realizar um procedimento estético facial em uma clínica de Santa Isabel, na Grande São Paulo. O homem que atendeu a paciente — e que se apresentava como biomédico — foi preso nesta sexta-feira (05). Segundo a Polícia Civil, ele não possuía autorização para exercer a profissão.
Maria Ribeiro Baptista realizou o procedimento em 25 de novembro, sem comunicar a família. Na véspera, uma das filhas chegou a ver no celular da mãe a confirmação do agendamento na clínica do suposto biomédico. A filha pediu que ela cancelasse e consultasse a outra irmã, que é médica. Maria disse que faria o cancelamento — o que não ocorreu.
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No mesmo dia, a idosa desmarcou um compromisso com o filho e reapareceu horas depois com hematomas no rosto. Alegou ter batido o rosto em um pilar. A família desconfiou e, no dia seguinte, Maria confirmou que havia feito o procedimento e que recebeu dois medicamentos: um corticoide e outro para dor.
Dois dias depois, ela começou a sentir fortes dores no estômago, teve vômitos e foi socorrida pela filha até a UPA de Santa Isabel. Maria chegou em parada cardiorrespiratória e, mesmo após tentativas de reanimação, não resistiu. A causa da morte ainda será esclarecida pela perícia.
Investigação aponta homicídio
A família registrou boletim de ocorrência e, inicialmente, a morte foi tratada como suspeita. Com o avanço das investigações, o caso passou a ser classificado como homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Segundo a delegada Regina Campanelli, o suspeito afirmou que a idosa procurou a clínica para realizar um preenchimento de marionete, técnica que ameniza linhas próximas ao queixo. O valor pago foi de R$ 1.500.
A polícia acredita que o homem aplicou ácido hialurônico, porém mensagens trocadas no agendamento indicam contratação para inserção de fios faciais. A confirmação depende do laudo pericial.
Atuação irregular
O homem, de 31 anos, se apresenta nas redes sociais como biomédico, mas não possui registro no Conselho Regional de Biomedicina. Segundo a delegada, ele não tinha autorização para receitar medicamentos ou realizar procedimentos estéticos avançados.
A clínica também não possuía alvará sanitário nem licença técnica de funcionamento.
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Prisão e novas diligências
A Justiça emitiu mandado de prisão temporária de 30 dias, e o suspeito se entregou horas depois à Polícia Civil. Mais cedo, equipes cumpriram mandados de busca e apreensão na clínica e na casa do investigado.
Foram apreendidos medicamentos e equipamentos usados nos atendimentos. A polícia agora apura como ele conseguia adquirir os produtos, já que profissionais irregulares não têm autorização para comprá-los.
