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IA pode colaborar para deixar a medicina mais humanizada, diz CEO da Rede D'Or São Luiz

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Em um Brasil com uma população cada vez mais envelhecida e novas demandas na área da saúde, Paulo Moll, CEO da Rede D'Or São Luiz, vê a integração de diferentes bases de dados e o uso da inteligência artificial como caminhos para melhor atender aos pacientes.

O executivo avalia que a IA, por exemplo, pode colaborar com uma medicina "mais humanizada" a partir da personalização dos planos de cuidado de cada paciente. Moll também defendeu nesta quinta-feira, 11, durante o Brasil Adiante, a formação de uma "visão única do paciente" para tratá-lo da forma mais adequada.

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O Brasil Adiante é um projeto do Estadão para apresentar propostas concretas para os principais problemas do País. O ciclo de debates vai até o final de agosto, após o início da campanha eleitoral. As soluções elaboradas serão consolidadas em um documento que será entregue em novembro ao vencedor das eleições presidenciais. A ideia é encaminhar uma agenda integrada e executável de soluções para os primeiros 24 meses do próximo governo.

Paulo Moll destacou que o setor de saúde ainda convive com alguns entraves, como processos burocráticos que atrasam a aprovação de procedimentos. Segundo ele, há casos em que uma autorização leva até 14 dias para ser concedida e acaba sendo aprovada ao final do processo.

"Se no fim aprova, por que não conseguir fazer isso mais rápido?", questionou. Para Moll, a tecnologia pode ajudar a reduzir ineficiências, acelerar decisões e eliminar desperdícios no sistema.

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Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos em 2024. Em 1940, início da série histórica, era de 45,5 anos. Com uma população mais jovem, boa parte da demanda se concentra em pré-natal, parto, vacinação, pediatria, acidentes, infecções e condições agudas.

Em uma população mais envelhecida, cresce a prevalência de doenças crônicas, que exigem consultas e exames recorrentes, medicamentos de uso contínuo, reabilitação e tratamentos caros por períodos prolongados.

Ao comentar os custos da saúde suplementar, Moll destacou que os reajustes aplicados pelas maiores operadoras perderam força recentemente. Segundo ele, o resultado reflete avanços na coordenação do atendimento aos pacientes e em ações para reduzir fraudes. "Temos tido avanços importantes", afirmou.

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Veja o cronograma do Brasil Adiante

27 de maio: Encontro 1: Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento;

11 de junho: Encontro 2: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde);

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23 de julho: Encontro 3: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Segurança Pública e Crime Organizado);

19 de agosto: Encontro 4: Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade;

27 de agosto: Encontro 5: Apresentação do documento consolidado, divulgação da agenda e fechamento do projeto;

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Novembro: Entrega da agenda de soluções ao presidente eleito.

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