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Guerra contra o Irã acelera políticas de energia limpa, mas emissões globais ainda sobem

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Países vêm adotando energia mais limpa e medidas para reduzir consumo diante da guerra contra o Irã e do choque de preços de petróleo e gás, mas o movimento ainda não é suficiente para frear a mudança do clima. Desde o início do conflito, em fevereiro, mais de 30 governos anunciaram ou implementaram políticas para se afastar de combustíveis fósseis e ampliar eficiência energética. Apesar disso, as emissões globais de gases de efeito estufa subiram levemente e o investimento em energia limpa caiu em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a reportagem.

A Associated Press ouviu cerca de uma dúzia de especialistas que afirmam que o conflito parece acelerar a adoção de renováveis e eletrificação, mas o mundo permanece fortemente dependente de carvão, petróleo e gás - e os efeitos de políticas recém-adotadas levam tempo para aparecer. Para a pesquisadora Pauline Heinrichs, do Kings College London, governos "dançam" entre reconhecer a importância de energia limpa e, ao mesmo tempo, sustentar a expansão fóssil, com "um mundo antigo e um novo" convivendo em contradição.

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O texto cita exemplos dessa ambivalência: no Reino Unido, houve aumento de instalações solares, enquanto o governo considera expandir a produção de gás. Na Ásia, Indonésia troca parte de usinas a diesel por solar, mas reforça o carvão para indústrias pesadas.

Segundo o Clean Investment Monitor, do Rhodium Group, o investimento global em implantação de solar e eólica caiu no primeiro semestre de 2026 ante igual período de 2025, após anos de crescimento - com a China respondendo pela maior parte da queda. Em EUA, Europa e Índia, mais expostos a preços de petróleo e gás, o investimento em solar avançou e o de eólica se manteve estável ou cresceu, segundo a diretora Hannah Pitt.

A Agência Internacional de Energia (AIE) contabilizou, até 9 de setembro, 33 governos com políticas reativas ao conflito, incluindo incentivos a veículos elétricos (Evs, em inglês), infraestrutura de recarga, expansão de renováveis, substituição de caldeiras a gás por bombas de calor e retrofit de edifícios para reduzir consumo. A China busca eficiência em indústria pesada e eletrificar veículos pesados. Já Índia e Indonésia promovem fogões elétricos para substituir gás importado, enquanto o Laos suspendeu importações de carros a gasolina e diesel até 2026 para estimular elétricos.

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Ainda assim, o "ponteiro" pouco mudou. O banco de dados Climate TRACE aponta que as emissões globais subiram 0,2% no primeiro semestre de 2026 ante o mesmo período de 2025. Houve alta em transporte rodoviário, enquanto emissões do setor elétrico caíram, e as de navegação recuaram, possivelmente influenciadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

O conflito elevou a conta de importadores de combustíveis fósseis. Pesquisa do Centre for Research on Energy and Clean Air estima que esses países pagaram US$ 330 bilhões a mais do que o esperado antes da guerra - o maior choque sustentado desde a Guerra do Golfo de 1990 -, com UE, China e Índia entre os mais afetados. O estudo indica, porém, que investimentos em energia limpa após crises anteriores evitaram US$ 36 bilhões em importações fósseis nos primeiros cinco meses do conflito.

Especialistas ouvidos pela AP dizem ser cedo para concluir se o saldo final favorecerá renováveis ou fósseis, mas avaliam que o choque de preços e a insegurança energética ampliam o apelo da transição - não só por clima, mas por segurança. O texto destaca que, embora o governo Trump tenha deslocado os EUA para longe das renováveis, a alta de preços e a incerteza geradas pela guerra podem empurrar outros países na direção oposta, reduzindo dependência de combustíveis fósseis.

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Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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