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Greve na USP: reitoria faz proposta final e encerra negociação com estudantes

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A Universidade de São Paulo (USP) informou, nesta segunda-feira, 4, que encerrou as negociações com os estudantes da universidade, que estão em greve desde 15 de abril. A decisão acontece depois de três reuniões nos quais foram obtidos avanços, na visão da reitoria.

Os estudantes ainda não se manifestaram oficialmente sobre a nova posição da USP. Nesta segunda-feira, eles participam de uma manifestação na região central da cidade durante a reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Os estudantes da USP tentam ampliar a paralisação e conseguir apoio da Unesp e Unicamp.

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"Hoje é o grande dia de unificarmos a luta das universidades estaduais por mais orçamento, permanência e em defesa de uma educação pública de qualidade", diz convocação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) nas redes sociais.

Estudantes de 104 cursos da USP continuam em greve, segundo o DCE. O principal ponto de divergência entre a USP e os alunos é o aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), principal política de assistência socioeconômica da USP. Hoje, o benefício varia entre cerca de R$ 330 (com moradia) e R$ 885 mensais, além de gratuidade nos restaurantes.

A USP propõe um reajuste com base no índice IPC-FIPE. Assim, o valor mensal do auxílio passaria a R$ 912 (integral) e de R$ 340 (parcial com moradia). Os estudantes defendem que o valor passe a equivaler a um salário mínimo paulista (R$ 1.804) e pedem a ampliação do programa, que atende atualmente 15.869 alunos.

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Em abril, o programa atendeu 17.587 estudantes de graduação e de pós-graduação, nas contas da reitoria. O orçamento de 2026 para auxílios, bolsas, moradia estudantil, restaurantes, esporte e assistência à saúde para os alunos da USP é de R$ 461 milhões.

"É evidente que tivemos vários avanços pela quantidade de cursos em greve e pelo tamanho da mobilização, mas isso é muito pouco pelo tamanho da greve", diz o estudante Marcos Lustosa, do DCE.

As aulas da pós-graduação, atividades de extensão universitária, bancas de defesa de trabalhos de conclusão, consultas à biblioteca e eventos previamente marcados não serão afetados pela greve.

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Má qualidade dos 'bandejões'

As condições dos restaurantes universitários também estão no centro das críticas. Estudantes relatam problemas de qualidade, incluindo denúncias recentes de comida estragada e presença de larvas na Faculdade de Direito.

A Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) afirma que inspeção da Vigilância Sanitária não encontrou irregularidades no local e que "uma equipe especializada realiza diariamente controle de qualidade das refeições". Desde o início de 2026, foram realizadas cinco visitas de autoridades sanitárias nos restaurantes da USP, diz o órgão.

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A greve teve como estopim a criação de um bônus para docentes, a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Gace). Após pressão, os trabalhadores conquistaram isonomia e encerraram a paralisação.

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