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"PREDADOR SEXUAL"

Ginecologista preso por suspeita de estuprar 20 pacientes em Goiás foi gravado por grávida durante consultas

O médico teria se aproveitava da autoridade para fazer perguntas de teor sexual às vítimas; crimes teriam ocorrido entre 2017 e 2026

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Ginecologista preso por suspeita de estuprar 20 pacientes em Goiás foi gravado por grávida durante consultas
Autor O médico é investigado pela Polícia Civil pelo crime de estupro de vulnerável - Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um ginecologista que atuava nas cidades de Goiânia e Senador Canedo, em Goiás, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (23) sob a suspeita de estuprar cerca de 20 pacientes durante consultas médicas. Os abusos, que teriam ocorrido entre os anos de 2017 e 2026, ganharam um novo desdobramento após a revelação de que uma das vítimas, que estava grávida na época, gravou os atendimentos em vídeo para reunir provas materiais contra o profissional. O médico é investigado pela Polícia Civil pelo crime de estupro de vulnerável, com o entendimento de que as mulheres estavam subjugadas à autoridade dele e em situação de vulnerabilidade dentro do consultório.

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Segundo a Polícia Civil, a gestante decidiu registrar as consultas após o médico enviar mensagens comentando um atendimento anterior, ocasião em que os abusos teriam se iniciado. Segundo os relatos, ele tocou as partes íntimas da vítima e fez comentários pejorativos. Devido a uma gravidez de risco e à necessidade de repouso absoluto, a mulher optou por não fazer a denúncia imediatamente. Ela passou a filmar a tela do próprio ultrassom com o pretexto de enviar as imagens ao marido ausente, mas, na prática, mantinha a câmera ligada registrando toda a consulta, do início ao fim.

Embora o médico não tenha cometido novos abusos enquanto estava sendo filmado, a Polícia Civil considera o material fundamental. A gravação ajuda a comprovar a presença constante da vítima na clínica particular do suspeito, uma vez que o acesso a prontuários médicos nesses estabelecimentos pode ser dificultado. Além disso, as investigações revelaram um padrão claro na conduta do ginecologista, que foi classificado pela Polícia Civil como um predador sexual. Ele utilizava o ambiente clínico e o seu vasto conhecimento técnico para ganhar a confiança das pacientes e, em seguida, praticar os crimes.

O modo de agir do ginecologista incluía práticas totalmente fora dos protocolos médicos. Os depoimentos apontam que o suspeito chegava a realizar exames de toque sem o uso de luvas e constrangia as vítimas com questionamentos de teor sexual, perguntando diretamente se elas estavam sentindo prazer durante o procedimento. Para fortalecer o inquérito e encorajar novas denúncias, a Polícia Civil reforçou que a palavra da vítima tem um peso maior nos tribunais em casos de crimes sexuais. A polícia também está colhendo depoimentos de testemunhas indiretas, ouvindo familiares e amigos que receberam ligações das vítimas logo após elas saírem fragilizadas do consultório.

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Diante da gravidade das acusações, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que o registro profissional do médico foi suspenso por determinação judicial. O órgão também solicitou esclarecimentos oficiais ao diretor técnico da instituição de saúde citada nas denúncias. Em resposta, a defesa declarou por meio de nota que o ginecologista já se encontra afastado de suas atividades profissionais, ressaltando que ele está colaborando integralmente com a Justiça e mantém a convicção de que será absolvido de todas as acusações ao final do processo.

Nota do Cremego

"O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informa que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. A informação consta no site do Cremego.

Sobre as acusações contra o profissional, o Cremego ressalta que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias."

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Defesa do médico

"A defesa do acusado entende como desnecessário o deferimento do pedido de prisão. Primeiramente, porque tem plena confiança em sua inocência. Em segundo lugar, porque ele já se afastou do exercício da profissão e tem contribuído integralmente com a Justiça em todo o curso da investigação.

Ele é um médico bem conceituado em sua área de atuação, probo e ético. Prevalece a convicção de que ele será mais uma vez absolvido, como já ocorreu em um dos processos."

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