Ginecologista de 81 anos é acusado de abusar de paciente durante consulta na rede pública no PR
Investigação aponta que profissional realizou "massagens" e alegou que procedimento seria para "estimular libido"
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Um médico ginecologista de 81 anos virou réu pelo crime de violação sexual mediante fraude contra uma paciente de 24 anos em Irati, na região central do Paraná. A denúncia, aceita pela Justiça após investigação da Polícia Civil, aponta que o profissional utilizou sua posição de confiança para praticar atos libidinosos durante um atendimento pela rede pública de saúde, alegando que os procedimentos eram necessários para "estímulo da libido".
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Segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), a conduta do médico não possui qualquer respaldo na medicina. Durante o exame, o investigado teria realizado massagens íntimas na paciente e interrompido o atendimento por cinco minutos para falar ao telefone, mantendo a mulher despida e em situação de constrangimento. A perícia no prontuário eletrônico da instituição revelou ainda que não houve registro clínico, anamnese ou solicitação de exames referentes àquela consulta, o que reforçou as suspeitas de irregularidade.
O caso ocorreu no início de fevereiro, mas a denúncia foi formalizada sete dias depois, após a vítima confirmar com outros especialistas que os métodos aplicados eram indevidos. No momento do atendimento, a paciente estava acompanhada do filho de cinco anos, que foi mantido de costas pelo médico. O marido da mulher aguardava na sala de espera. Diante da gravidade, a polícia e o Ministério Público do Paraná solicitaram o afastamento cautelar do médico de suas funções profissionais, medida que aguarda decisão do Tribunal de Justiça.
Com 50 anos de carreira e recentemente homenageado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), o médico é figura pública em Irati. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade por não possuir antecedentes criminais. Em nota, a defesa do médico nega veementemente qualquer conduta indevida e afirma que a versão dos fatos será apresentada no momento oportuno perante a Justiça.
O Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS) Amcespar confirmou que o médico solicitou afastamento temporário em abril e reiterou que colabora com as autoridades, disponibilizando registros e prontuários. O órgão destacou que não compactua com violações à dignidade dos usuários.
A Polícia Civil mantém canais abertos para denúncias anônimas pelos números 181 ou 197, caso surjam novas possíveis vítimas.