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Gêmeas siamesas unidas pela cabeça morrem após cirurgia final de separação

Irmãs nasceram com condição rara e faziam tratamento custeado pelo SUS. Corpos foram sepultados no domingo (16), em São José dos Campos

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Gêmeas siamesas unidas pela cabeça morrem após cirurgia final de separação
Autor Foto: Reprodução/ Metrópoles

As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de 2 anos, que nasceram unidas pela cabeça, morreram na noite de sábado (15) após passarem pela cirurgia final de separação. O procedimento de alta complexidade ocorreu no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP USP), no interior paulista. De acordo com a instituição, as crianças faleceram após cerca de 15 horas de intervenção cirúrgica, na etapa que era considerada a fase definitiva do tratamento.

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A operação mobilizou uma equipe composta por mais de 50 profissionais de saúde e encerrava um ciclo de outros quatro procedimentos preparatórios. Após a confirmação do óbito, os corpos das meninas foram trasladados para São José dos Campos, cidade natal da família, onde o sepultamento foi realizado no domingo (16). A prefeitura do município arcou com todos os custos do funeral.

O caso das irmãs, nascidas em 2024, é considerado raro na medicina, com uma incidência estimada de um para cada 2,5 milhões de nascimentos. Para garantir a separação completa e segura, a equipe médica havia planejado cinco cirurgias espaçadas com intervalos de dois a três meses. A técnica consistia em abrir um quarto do crânio por vez para o acesso e a separação gradativa dos vasos sanguíneos, aguardando a recuperação dos cérebros a cada etapa até que ambos estivessem anatomicamente independentes. O penúltimo procedimento havia ocorrido em março deste ano, com duração de seis horas, quando cirurgiões plásticos instalaram bolsas expansoras de pele.

Todo o tratamento era conduzido de forma integrada pelas equipes de Neurocirurgia Pediátrica e Cirurgia Plástica do hospital. O processo, considerado de alto custo, era custeado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem qualquer ônus financeiro para a família. O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto é referência nacional no tratamento de gêmeos craniópagos e já havia realizado a separação bem-sucedida de outros dois casos semelhantes anteriormente.

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