Filho infarta ao ver mãe passar mal e os dois morrem com 10 minutos de diferença
Eles possuíam problemas de saúde preexistentes que agravaram a situação

A dona de casa Maria do Carmo de Oliveira Roriz, 70 anos, e seu filho, o músico percussionista Anderson de Oliveira Roriz, 36 anos, morreram com apenas 10 minutos de diferença no bairro Nova Rosa da Penha II, em Cariacica, na Grande Vitória (ES), neste domingo (16). O filho infartou ao ver a mãe passar mal dentro da própria casa. Ambos possuíam problemas de saúde preexistentes que agravaram a tragédia.
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A manhã tinha seguido rotina habitual. Maria do Carmo havia dedicado suas horas ao trabalho voluntário na Igreja Nossa Senhora Aparecida. Ela retornou do serviço religioso, almoçou com os filhos e deitou-se para descansar. Pouco tempo depois, ela se levantou, bebeu um copo d'água e caminhou até a varanda.
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Sua filha, Adriana de Oliveira Roriz, de 42 anos, relatou os momentos de tensão: "Segundos depois, eu e meu irmão ouvimos um barulho de algo caindo, como se fosse uma cadeira ou uma mesa. Aí eu já pensei: 'será que minha mãe bateu, caiu em cima da mesa?' Corremos lá para fora e vimos ela caída".
Ao se deparar com a mãe desacordada no chão, Anderson entrou em estado de choque profundo. Extremamente abalado, ele avisou à irmã que não suportava ver a mãe naquela situação e se afastou, indo da varanda para a sala. Tomado pelo nervosismo extremo, ele rapidamente começou a sentir falta de ar e a implorar por um cilindro de oxigênio.
Os vizinhos perceberam a movimentação e correram para ajudar a família. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. Durante a tentativa de socorro à idosa, os presentes precisaram alertar os socorristas para que também prestassem assistência a Anderson. Apesar de todos os esforços da vizinhança e dos socorristas, mãe e filho não resistiram.
Anderson sofreu infarto às 15h10 e foi a óbito. Maria do Carmo não resistiu e faleceu às 15h20, dez minutos depois. "A diferença entre a morte de um dos dois foi de 10 minutos. Essa foi a tragédia da minha vida", desabafou Adriana, desolada pela perda da mãe e do irmão.
Anderson Roriz lidava com grave quadro de hipertensão, fator de risco que, somado à carga emocional extrema de ver a vida da mãe em perigo, resultou no infarto fulminante. Maria do Carmo possuía histórico clínico delicado que incluía infarto sofrido anos atrás, além de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e aterosclerose sistêmica. O atestado de óbito confirmou as causas de sua morte como edema agudo de pulmão e insuficiência cardíaca.
As informações são do CM7 Brasil
