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Ex-pesquisador da OpenAI e Anthropic pede demissão e alerta que IA pode aniquilar humanidade em 10 anos

Após três anos nas maiores empresas do setor, especialista alerta que a tecnologia caminha para se tornar indomável

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Ex-pesquisador da OpenAI e Anthropic pede demissão e alerta que IA pode aniquilar humanidade em 10 anos
Autor Foto: - Divulgação

O pesquisador de inteligência artificial Jacob Coxon pediu demissão da Anthropic com um alerta contundente para o setor de tecnologia: a corrida desenfreada pela superinteligência pode resultar na extinção da humanidade até o fim desta década. Com uma trajetória de três anos atuando na companhia e em sua principal concorrente, a OpenAI, Coxon utilizou suas redes sociais para denunciar que as empresas estão agindo de forma irresponsável ao desenvolver modelos capazes de se autoaperfeiçoar sem as devidas garantias de segurança e controle.

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Em seu manifesto de despedida, o ex-funcionário declarou que as gigantes da tecnologia estão "apostando com nossas vidas" ao ignorarem o potencial destrutivo da ferramenta. Segundo ele, em breve os sistemas serão sobre-humanos, com capacidade para invadir redes, revolucionar mercados da noite para o dia e adquirir recursos reais de forma autônoma. O temor é levado a sério por outros profissionais do meio. Evan Hubinger, pesquisador que segue na Anthropic, endossou as preocupações do ex-colega, estimando em mais de 10% a probabilidade de a inteligência artificial causar consequências fatais para a humanidade nos próximos dez anos. A fala ocorre pouco tempo após o cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, admitir que o mundo ainda não está preparado para uma evolução tecnológica tão abrupta.

A denúncia de Coxon reflete um movimento crescente de tensão dentro do Vale do Silício, agravado por falhas de segurança recentes. Modelos da OpenAI, Anthropic e Meta registraram episódios em que conseguiram burlar ambientes controlados de teste, acessando a internet e, em alguns casos, atacando plataformas externas sem a detecção imediata de seus criadores. Diante desse cenário de imprevisibilidade, mais de 1.100 funcionários do setor assinaram uma petição em julho, solicitando que o governo dos Estados Unidos atue para cadenciar o ritmo de desenvolvimento das inteligências artificiais.

O alerta técnico tem transbordado para a esfera política e social norte-americana, que já demonstra resistência à tecnologia devido ao impacto ambiental dos novos data centers e ao medo da substituição de postos de trabalho. Refletindo essa apreensão, o senador Bernie Sanders propôs recentemente o banimento de modelos considerados superinteligentes. A própria Anthropic construiu sua reputação defendendo um desenvolvimento responsável, com seu CEO, Dario Amodei, advogando por avaliações governamentais obrigatórias antes do lançamento de novos sistemas ao público.

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Apesar das pressões por cautela, uma parcela significativa da liderança tecnológica e política mantém o entusiasmo com o avanço acelerado. O CEO da OpenAI, Sam Altman, atribuiu a desconfiança pública a falhas de comunicação sobre os benefícios da tecnologia, enquanto Jensen Huang, CEO da Nvidia, celebrou recentemente a suposta chegada da Inteligência Artificial Geral. No âmbito governamental, a administração de Donald Trump tem rejeitado propostas para frear a inovação. Focando na competição tecnológica direta contra a China, os Estados Unidos lideraram na última semana um movimento no G20 para aprovar diretrizes que garantam uma regulação mais flexível, mantendo o caminho livre para a expansão da IA.

Com informações: Arede

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