TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Europa esquenta mais rápido do que outros continentes; saiba o motivo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Europa enfrentou em 2025 ondas de calor recorde, incêndios florestais que queimaram a maior área já registrada no continente, redução das geleiras, incluindo a perda de 139 bilhões de toneladas de massa na Groenlândia e cobertura de neve 31% abaixo da média.

O balanço produzido por cerca de 100 cientistas foi divulgado nesta quarta-feira, 29, no relatório Estado do Clima Europeu, pela Organização Meteorológica Mundial e o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Impactos da mudança do clima são visíveis em todo o planeta, mas o que acontece na Europa é um alerta, já que é o continente que está esquentando mais rápido.

Desde a década de 1980, a Europa vem aquecendo mais de duas vezes mais rápido que a média global, conforme os dados do observatório climático Copernicus. O continente esquenta aproximadamente 0,56°C por década nos últimos 30 anos.

Embora a temperatura média global continue aumentando, a taxa de aquecimento das diferentes regiões varia. O aquecimento mais rápido acontece nas altas latitudes do norte, principalmente no Ártico, na Europa Central e do Leste e no Oriente Médio, segundo a Organização Meteorológica Mundial. Áreas terrestres aquecem mais rápido que os oceanos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A razão para esse aquecimento diferenciado na Terra é essencialmente física, e tem relação com as leis da termodinâmica, segundo explicou ao Estadão o professor da USP Paulo Artaxo, membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU.

Ele é influenciado pelas diferentes capacidades térmicas dos materiais (a água precisa de muito mais energia para aquecer do que a superfície terrestre, por exemplo) e pelos processos de convecção (transporte de calor) na atmosfera e nos oceanos.

Quatro fatores que explicam o aquecimento mais rápido da Europa, segundo relatório

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Proximidade com o Ártico: parte da Europa, como a Noruega, se estende até a região polar no extremo norte da Terra, que tem a maior taxa de aquecimento por conta de mudanças atmosféricas e redução da neve (leia abaixo).

- Mudanças nos padrões meteorológicos: Alterações na circulação atmosférica têm favorecido ondas de calor mais frequentes e intensas.

- Diminuição da cobertura de neve: reduz a quantidade de radiação solar refletida de volta para o espaço, levando a um aquecimento mais rápido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Menos poluição do ar: nos últimos 40 anos, houve aumento no controle e queda das emissões de aerossóis, que pioram a qualidade do ar e prejudicam a saúde, mas resfriam o planeta ao reduzir a quantidade de radiação solar que atinge a superfície.

O aquecimento mais rápido na Europa não significa que os outros continentes devem se preocupar menos ou podem levar mais tempo para agir. Globalmente, a temperatura média já aumentou 1,4ºC em relação aos níveis pré-industriais, da segunda metade do século 19, o que tem gerado efeitos severos em todo o planeta.

Embora a taxa de aquecimento tenha relação com a incidência dos eventos climáticos extremos, os impactos nos diferentes países e regiões também estão ligados ao nível de adaptação climática local, e países europeus têm em geral maior capacidade financeira e tecnológica para investir nessas medidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A Holanda está há mais de 50 anos aumentando a altura dos seus diques para lidar com o aumento do nível do mar, em Veneza, estão fazendo projetos de bilhões de dólares (com esse mesmo fim). Isso mal começou a ser discutido no Brasil, que está extremamente atrasado na implementação de estratégias de adaptação ao novo clima", compara o professor da USP Paulo Artaxo. "Todos sentirão impactos, mas de maneira diferenciada".

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV