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Estudo aponta que espermatozoides são mais rápidos em certas épocas do ano; entenda

A identificação desses padrões sazonais abre caminho para que clínicas especializadas ajustem exames e tratamentos

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Estudo aponta que espermatozoides são mais rápidos em certas épocas do ano; entenda
Autor Foto: Ilustrativa/Freepik

O organismo humano costuma reagir às mudanças de estação com queda de imunidade e aumento de infecções, mas os efeitos podem ir além.

Um estudo publicado em 21 de fevereiro na revista Reproductive Biology and Endocrinology indica que a qualidade do esperma também sofre variações ao longo do ano, com melhores índices no verão e desempenho inferior no inverno.

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A descoberta pode ter impacto direto na área de fertilidade masculina. A identificação desses padrões sazonais abre caminho para que clínicas especializadas ajustem exames e tratamentos, potencializando as chances de sucesso entre pacientes que buscam engravidar.

“Em tese, isso poderia indicar que casais em regiões como Dinamarca e Flórida teriam maiores chances de concepção no verão, embora essa ainda seja apenas uma hipótese”, afirmou Allan Pacey, pesquisador da Universidade de Manchester, em entrevista ao site Live Science.

Para investigar o fenômeno, cientistas analisaram 15.581 amostras de sêmen de homens entre 18 e 45 anos que se candidataram a doação entre 2018 e 2024. O material foi coletado em quatro cidades da Dinamarca — Aarhus, Aalborg, Odense e Copenhague — e também em Orlando, nos Estados Unidos.

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As amostras passaram por avaliação computadorizada em até uma hora após a coleta. Entre os critérios analisados estavam a concentração de espermatozoides, a motilidade (capacidade de movimento) e o volume do ejaculado ao longo das diferentes épocas do ano.

Considerando que o desenvolvimento dos espermatozoides leva cerca de 74 dias, os pesquisadores também cruzaram os dados com as temperaturas registradas nas semanas anteriores à coleta, incluindo o mês da análise e os dois meses que antecedem o início da formação dessas células.

Fatores como idade dos participantes, variações climáticas e tendências de longo prazo foram levados em conta. Os resultados não apontaram mudanças significativas na concentração ou no volume do sêmen, mas revelaram diferenças na motilidade dos espermatozoides.

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Apesar da análise climática, os cientistas encontraram pouca evidência de que a temperatura, isoladamente, explique essas variações. A hipótese mais provável é que fatores indiretos, ligados ao estilo de vida, tenham influência nesse cenário.

Segundo Pacey, chamou atenção a semelhança dos resultados entre locais com climas tão distintos quanto a Dinamarca e a Flórida. “Mesmo em regiões de calor constante, a motilidade atingiu seu pico no verão e caiu no inverno, o que sugere que a temperatura ambiente não é o único fator determinante”, explicou.

A partir disso, os pesquisadores passaram a considerar elementos como alimentação, prática de atividades físicas e exposição à luz solar como possíveis influenciadores — pontos que ainda exigem investigação mais aprofundada.

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Outra linha de interpretação aponta para uma possível origem evolutiva. Em diversas espécies de regiões temperadas, a reprodução ocorre de forma sincronizada para favorecer o nascimento dos filhotes na primavera, período com melhores condições ambientais. Caso esse padrão também se aplique aos humanos, o aumento da qualidade do esperma no verão poderia favorecer nascimentos em épocas mais propícias.

O estudo também identificou relação entre idade e qualidade espermática: homens na faixa dos 30 anos apresentaram maior motilidade, enquanto índices mais baixos foram observados entre os mais jovens (abaixo de 25) e os acima de 40 anos.

Em relação às tendências regionais, os dados indicaram queda na qualidade do esperma entre dinamarqueses entre 2019 e 2022, seguida de recuperação em 2023. Já em Orlando, foi observada uma melhora gradual entre 2018 e 2024 — um comportamento que ainda não foi totalmente explicado e reforça a necessidade de novas pesquisas.

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Informações: Revista Galileu

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