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Estudantes e professores encerram greve na Unicamp

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Os alunos e professores da Unicamp decidiram na quinta-feira, 11, encerrar a greve que já durava 25 dias. Os professores aprovaram nova proposta de reajuste salarial, de 3,92%, definida em reunião na quarta-feira, 10, entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o Fórum dos Seis, entidade que reúne os sindicatos que representam alunos, funcionários e professores das universidades paulistas.

Já o movimento dos alunos considerou que grande parte de suas reivindicações havia sido atendida e decidiu encerrar a mobilização. A decisão ainda precisará ser ratificada em assembleias locais dos cursos. A expectativa é que, depois disso, ocorra a desocupação do prédio da Diretoria Geral de Administração (DGA).

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A greve foi iniciada em 18 de maio. Na noite de 8 de junho, os alunos ocuparam o prédio da DGA. Entre as reivindicações dos estudantes, estavam questões como:

- Construção da moradia estudantil no campus de Limeira;

- Melhorias nos restaurantes universitários e no transporte interno;

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- Fortalecimento de políticas de combate à violência sexual e étnico-racial e de apoio psicológico.

Os estudantes também reclamam de falta de professores e do déficit de funcionários técnicos.

O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, afirmou que a manifestação era legítima e natural de ambientes universitários, embora ressaltasse que nem sempre conseguiria atender a todas as reivindicações por restrições orçamentárias.

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"Vivemos um momento de frustração de arrecadação, o que significa que as universidades atravessam um período de dificuldade - em especial a Unesp e a Unicamp, que têm uma situação financeira diferente da USP", justificou Montagner.

O diretor-executivo de Sustentabilidade da Unicamp e representante da reitoria na comissão de negociação, Roberto Donato, afirmou que as negociações levaram a "avanços significativos" nas pautas apresentadas.

De acordo com Donato, a reitoria da Unicamp conseguiu equacionar uma política de moradia para o campus de Limeira e houve indicativos para aperfeiçoamento da política de distribuição dos auxílios de bolsas de permanência estudantil. Já pautas específicas relativas a diferentes unidades da Unicamp continuarão a ser discutidas pontualmente com os estudantes.

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No caso do Instituto de Artes (IA), por exemplo, umas das principais questões, a reconstrução do Paviartes (um barracão onde os cursos de dança e teatro funcionam de forma "provisória" desde 1985) já está sendo encaminhada, de acordo com o diretor-executivo. As obras de reforma do espaço estão previstas para começar no dia 20 de junho.

Em vídeo postado nas redes sociais, os representantes do Diretório Central Estudantil (DCE) celebraram o que veem como conquistas do movimento.

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