Erro em fertilização faz casal procurar os pais biológicos da filha
O casal descreve o momento como delicado
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Um erro em um procedimento de fertilização assistida nos Estados Unidos levou um casal a enfrentar uma situação incomum: criar, desde o nascimento, uma bebê com quem não possui vínculo genético. Recentemente, eles informaram ter identificado os pais biológicos da criança.
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Tiffany Score e Steven Mills divulgaram um comunicado afirmando que exames confirmaram a origem genética da filha. A declaração, obtida pela revista People, representa um novo desdobramento do caso, que veio à tona após o casal recorrer à Justiça no início deste ano.
De acordo com a ação judicial, em abril de 2025, durante tratamento em uma clínica de fertilização em Orlando, um embrião pertencente a outra paciente teria sido implantado por engano. Meses depois, nasceu a menina, hoje com quatro meses, sem qualquer relação biológica com os pais que a gestaram e criaram desde então.
Apesar da confirmação, o casal descreve o momento como delicado. Em nota, afirmaram que, embora uma etapa dolorosa tenha sido superada, ainda há muitas incertezas , entre elas, o paradeiro dos próprios embriões gerados durante o tratamento.
Mesmo diante da possibilidade de uma eventual separação, Tiffany e Steven destacam que o vínculo afetivo com a criança permanece inabalável. Segundo eles, o amor construído desde o nascimento independe da ligação genética. O casal também optou por manter em sigilo a identidade dos pais biológicos, alegando respeito à privacidade de todos os envolvidos.
O processo aponta que o casal chegou a cogitar permanecer com a guarda da bebê, mas reconhece que, sob os aspectos legais e éticos, existe a possibilidade de que ela seja encaminhada à família biológica, caso haja interesse.
Outro ponto ainda sem resposta diz respeito aos embriões do próprio casal. O tratamento resultou em três embriões viáveis, um masculino e dois femininos, que foram congelados. Há suspeita de que um deles possa ter sido utilizado de forma indevida.
O advogado da família, Jack Scarola, afirmou que há registro de um embrião armazenado, mas ainda não foi possível confirmar se ele pertence de fato aos clientes. Até o momento, os pais biológicos da criança não ingressaram com pedido de guarda.
Enquanto as investigações avançam, o caso segue cercado de questionamentos legais e éticos, além de um vínculo afetivo já consolidado entre a criança e o casal que a criou desde o nascimento.