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Eleições: por que a participação da juventude é necessária?

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Eleições: por que a participação da juventude é necessária?
Autor Foto: Imagem gerada por IA

Jovens de 16 e 17 anos possuem o direito constitucional ao voto facultativo, conquistado na Constituição de 1988, permitindo que comecem a participar das decisões políticas do país. A partir dos 18 anos, o voto torna-se obrigatório. No entanto, o número de jovens que comparecem às urnas nos períodos eleitorais tem caído cada vez mais. Em 2010, o Brasil possuía 24.7 milhões de eleitores de 16 a 24 anos. Hoje, são 19.2 milhões. Isso corresponde a uma perda de 11.7% do eleitorado. Tal cenário é extremamente preocupante, porque representa um desinteresse da juventude em participar da escolha dos representantes de seu país, estado e município, apesar de terem tal direito.

Durante a Ditadura Cívico-Militar (1964-1985), o movimento estudantil teve presença constante na luta pelos direitos universais e liberdade constitucional. Entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) organizavam passeatas históricas em defesa da soberania do país.

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Apesar das punições severas impostas com o AI-5, cuja descrição declarava cassação dos direitos políticos, a batalha continuou. Na década de 80, os jovens estiveram na linha de frente nas “Diretas Já” e na redemocratização. Durante o Governo Collor (1990-1992), o movimento dos Caras Pintadas foi composto pela juventude majoritariamente.

É evidente que tal cenário sofreu mudanças drásticas desde as primeiras eleições. Isso ocorreu porque, durante 21 anos, a população tinha um inimigo claro: o regime ditatorial. A partir do momento em que a democracia foi instaurada, passamos a lidar com gestões do dia a dia, esquemas de corrupção constantes, polarização extrema e a percepção de que, independentemente do partido, o país permaneceria da mesma maneira que estava anteriormente, não fazendo sentido, portanto, votar para os mesmos políticos. A política deixou de ser vista como algo necessário, e passou a ser classificada, equivocadamente, como burocrática, arcaica e fragmentada.

Além disso, as redes sociais mudaram a concepção de tempo e eficácia. O jovem consegue manifestar sua indignação, assinar uma petição ou boicotar uma marca com um clique. Em contrapartida, o modelo eleitoral tradicional parece algo “antigo”, provocando um fenômeno conhecido como “slacktivismo”, também chamado de ativismo de sofá, onde há muito barulho digital, mas baixo comparecimento às urnas.

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Esse fato necessita ser revertido, o mais rápido possível. Observa-se atualmente, uma geração que omite-se das decisões que influenciam sua vida diariamente, sob a justificativa farsante de que elas não a afetam ou que não possuem representantes honestos. Portanto, como Hebert de Souza afirmou, a juventude deve ser a força motriz das grandes transformações, trazendo a indignação contra a injustiça para dentro do debate político. A democracia deve e necessita da participação dos jovens não só nas mídias, mas também para continuar a renovação da cidadania do povo brasileiro.

Sophia Chalegre Calegari – Estudante da 1ª série do Ensino Médio, do Colégio São José de Apucarana - Paraná


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