Dona de loja de doces interditada após cliente achar rato em bolo ganha liberdade provisória
Cliente chegou a ingerir parte do alimento antes de notar o animal. Fiscalização interditou locais após encontrar fezes, urina e produtos vencidos

A proprietária de uma loja de doces em Porto Alegre, presa em flagrante após um cliente encontrar um rato morto dentro de um bolo, foi solta na manhã desta quinta-feira (15) após passar por uma audiência de custódia. A mulher, de 41 anos, recebeu o direito à liberdade provisória com a condição obrigatória de adequar os seus estabelecimentos às normas sanitárias e de saúde. O caso segue em investigação pelas autoridades como suspeita de crime contra a relação de consumo.
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A Polícia Civil descartou que a contaminação do alimento tenha ocorrido de forma proposital. De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor, a vítima chegou a ingerir parte do doce antes de perceber a presença do roedor no interior da massa. O produto havia sido adquirido por meio de um aplicativo de entregas em uma unidade localizada na Zona Sul da capital gaúcha.
A partir da denúncia do consumidor, agentes policiais, com o apoio da Vigilância Sanitária, deflagraram uma operação de fiscalização em duas unidades da mesma empresa, situadas na Zona Sul e no Centro de Porto Alegre. Durante as vistorias, as equipes de inspeção encontraram fezes e urina de roedores em diferentes pontos dos estabelecimentos, além de produtos com o prazo de validade vencido e péssimas condições de higiene, o que resultou na interdição de ambos os locais.
Em nota oficial, a rede franqueadora responsável pela marca lamentou profundamente o ocorrido e classificou como inaceitável qualquer evento que coloque a saúde dos clientes em risco. A empresa informou que acompanha o desenrolar das investigações junto ao seu departamento jurídico para adotar as medidas contratuais cabíveis. O texto também ressalta que, embora as lojas sejam administradas por operadores independentes, todos têm a obrigação de seguir os padrões operacionais e sanitários exigidos pela rede matriz.

