Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Descontrole ambiental promovido pela Câmara agrava cenário futuro do agronegócio, diz Ipam

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) alertou nesta quinta-feira, 21, em nota, que a série de projetos de lei aprovada nesta semana pela Câmara dos Deputados durante o chamado "Dia do Agro" "pode agravar os riscos climáticos para o agronegócio brasileiro, ao enfraquecer a fiscalização ambiental, a proteção de áreas preservadas e a implementação de políticas climáticas no País". Segundo o instituto, as medidas aumentam a vulnerabilidade da produção agrícola em um cenário de mudanças climáticas mais severas.

De acordo com o diretor executivo do Ipam, André Guimarães, na nota, o agronegócio brasileiro depende diretamente da manutenção das florestas e do regime de chuvas para garantir produtividade e estabilidade nas safras. "O que está sendo atacado por esses projetos é o meio ambiente, mas também a produtividade do País, a estabilidade do plantio e a capacidade do Brasil de colocar comida no prato de boa parte do planeta", afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Entre as medidas mais combatidas por entidades ambientais, aprovadas na quarta-feira na Câmara, está o Projeto de Lei 2.486/2026, que tira quase metade do território da Floresta Nacional do Jamanxim e cria a Área de Proteção Ambiental do Jamanxim, em Novo Progresso, no Pará. O texto, que ainda segue para o Senado, retoma a redução dos limites da Flona do Jamanxim para passagem da ferrovia EF-170 (Ferrogrão) na área.

O substitutivo desmembra 486.438 hectares da floresta, de um total de 1,3 milhão de hectares, para conversão em área de proteção ambiental - que permite maiores intervenções na área. Pelo projeto, a Flona do Jamanxim ficará com cerca de 814.686 hectares. O projeto prevê que a Área de Proteção Ambiental do Jamanxim e a Flona do Jamanxim serão administradas pelo Instituto Chico Mendes.

Na nota, o Ipam ainda cita relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura segundo o qual o Brasil deverá responder por quase metade do crescimento da oferta global de alimentos até 2050. Ainda segundo o Ipam, cerca de 90% da agricultura brasileira depende da chuva, o que torna a instabilidade climática um fator de risco econômico e social para toda a cadeia produtiva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ipam também menciona estudo publicado na revista científica Nature apontando que 28% das propriedades de soja e milho do Centro-Oeste já operam fora das condições climáticas consideradas ideais. Sem investimentos em adaptação e políticas públicas voltadas ao clima, esse porcentual pode chegar a 50% na próxima década e a 70% em 30 anos, comprometendo a viabilidade econômica da atividade agrícola, segundo a pesquisa.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV