Deolane Bezerra é presa em ação do MP e Polícia Civil contra esquema financeiro do PCC
Ação deflagrada nesta quinta-feira (21) também tem como alvos parentes do líder da organização criminosa e resultou na apreensão de veículos de luxo

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Operação Vérnix também cumpriu um novo mandado de prisão preventiva contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como o líder máximo da facção criminosa, que já se encontra detido.
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A investigação revelou que o esquema de ocultação de bens era operado por meio de uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, controlada pela cúpula do PCC. Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva e diversas ordens de busca e apreensão. A operação também determinou o bloqueio de R$ 357,5 milhões em contas ligadas aos investigados e o confisco de 39 veículos, avaliados em mais de R$ 8 milhões.
Deolane Bezerra foi detida logo após retornar ao Brasil na quarta-feira (20), vinda de uma temporada em Roma, na Itália. Antes de seu retorno, o nome da advogada chegou a ser incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência da influenciadora em Barueri, na Grande São Paulo, e em outros endereços associados a ela. As buscas também se estenderam ao influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação de Deolane, e a um contador suspeito de envolvimento.
O núcleo familiar e de confiança de Marcola foi um dos principais alvos da ofensiva policial. Além do líder da facção e de seu irmão, Alejandro Camacho, que também cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília e será notificado da nova prisão preventiva, a operação mirou Everton de Souza, conhecido como Player. Preso nesta quinta-feira, Player é apontado como o operador financeiro do esquema. Mensagens interceptadas pela polícia mostram o suspeito dando orientações sobre a distribuição do dinheiro da transportadora e indicando as contas de destino para a lavagem dos valores.
As autoridades também buscam suspeitos que estariam fora do Brasil. Entre os alvos estão os sobrinhos de Marcola: Paloma Sanches Herbas Camacho, apontada como intermediária nos negócios da família e que teria sido presa em Madri, na Espanha, e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, investigado como o destinatário final do dinheiro lavado e que estaria na Bolívia. A defesa dos investigados não foi localizada pela reportagem para comentar as acusações.
