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Defesa Civil descarta novas explosões e alerta para risco de desabamentos de imóveis no Jaguaré

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A Defesa Civil de São Paulo descartou nesta terça-feira, 12, o risco de novas explosões na tubulação de gás no Jaguaré, zona oeste da capital paulista. Apesar disso, o órgão alertou para a possibilidade de desabamentos de estruturas de imóveis atingidos por uma explosão na tarde de segunda-feira, 11, que matou uma pessoas e deixou outras três feridas. Uma inspeção está sendo feita pela Defesa Civil na área atingida.

"Não há risco de novas explosões. A concessionária de gás fez a interrupção do fornecimento, não há mais nenhum vazamento constatado. O risco que há é do desabamento de alguma estrutura, em virtude da fragilidade dessa estrutura, por isso que não liberamos eles (moradores) para entrarem", afirmou o diretor de Comunicação da Defesa Civil de São Paulo, o tenente Maxwell Souza.

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Segundo ele, o órgão precisa ter a garantia de que não há riscos para a volta dos moradores às suas casas e apartamentos. "Considerando que uma parede, uma coluna ou teto ainda possa cair, a gente precisa primeiro que os engenheiros passem, certifiquem que não há nenhum risco e aí sim vamos liberar gradualmente para que as pessoas possam pelo menos pegar os seus pertences", explicou.

O trabalho da perícia no local ainda não foi concluído. Dados preliminares indicam que dez casas foram interditadas - e outras 36 sofreram danos indiretos. De acordo com o tenente da Defesa Civil, o número pode tanto aumentar quanto diminuir. Cerca de 160 pessoas foram afetadas, sendo que 61 estão desabrigadas e precisaram passar a noite em um hotel custeado pelas empresas envolvidas.

Os moradores de um condomínio com 320 apartamentos também precisaram deixar o prédio temporariamente, mas foram posteriormente autorizados pela Defesa Civil a retornar às unidades. Durante a madrugada, equipes do Corpo de Bombeiros concluíram os trabalhos de busca no local.

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A explosão ocorreu na tarde da última segunda-feira, 11, na comunidade Senhora das Virtudes II, em uma região que fica nas proximidades das ruas Dr. Benedito de Moraes Leme e Piraúba, atrás do Condomínio Morada do Parque.

Com a força do impacto, casas foram destruídas, estruturas desabaram e vidros de prédios vizinhos se quebraram. Moradores relataram tremores e correria logo após a explosão.

Vistoria de imóveis

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Participam do trabalho de vistoria 15 técnicos da Polícia Técnico Científico, Polícia Civil, IPT e Defesa Civil. Além disso, assistentes sociais também estiveram no local na manhã desta terça-feira para cadastrar novas vítimas que tiveram danos em seus imóveis.

A vistoria nas casas inclui uma classificação de cores para as moradias, conforme as condições de cada uma:

- verde: famílias podem retornar

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- amarelo: podem retirar os pertences com cuidados

- laranja: podem retirar com acompanhamento

- vermelho: totalmente interditado

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O que dizem as concessionárias

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirmou que a explosão ocorreu durante uma obra de remanejamento de tubulação de água realizada na região.

Segundo a companhia, uma tubulação de gás foi atingida durante a execução do serviço. "A atividade foi imediatamente paralisada", informou a empresa em nota. A Sabesp afirmou ainda que a intervenção havia sido previamente alinhada e acompanhada pela concessionária responsável pela rede de gás.

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A Comgás informou ter sido acionada às 15h15 para atender a um vazamento de gás no local. De acordo com a empresa, equipes chegaram à região às 15h37 e conseguiram interromper o vazamento.

As empresas anunciaram que irão disponibilizar auxílio emergencial de R$ 2 mil para as famílias afetadas enquanto é realizado o levantamento completo dos prejuízos. As causas da explosão ainda serão investigadas.

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