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Crime organizado e violência de gênero: como MP usará câmeras de monitoramento da Prefeitura

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O Ministério Público de São Paulo vai utilizar as câmeras de videomonitoramento do Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, nas ações de combate ao crime organizado e à violência de gênero. A parceria entre o MP e o poder municipal foi formalizada por meio de dois acordos técnicos nesta terça-feira, 27, em um evento em São Paulo.

A parceria foi firmada uma semana depois do vazamento de dados no Smart Sampa que expôs informações sigilosas e o acesso a mais de 58 mil câmeras. O vazamento foi revelado pelo portal UOL.

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A Prefeitura de São Paulo confirmou o vazamento, afirmou ter retirado o repositório do ar, mas negou que tenha ocorrido uma falha de segurança. Segundo a gestão municipal, os dados foram divulgados ilegalmente por um agente que tinha acesso autorizado ao sistema. Ele está afastado.

Durante o evento, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) voltou a negar invasão do sistema e afirmou que, a partir desta terça-feira, o acesso ao Smart Sampa será feito por reconhecimento facial - inclusive para os promotores do MP.

Nunes anunciou ainda a expansão do Smart Sampa em mais 20 mil câmeras - hoje, são 58 mil equipamentos.

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No combate às organizações criminosas, as imagens do sistema de monitoramento serão disponibilizadas para os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para investigação, prevenção e repressão ao crime.

O acesso à tecnologia vai potencializar a atuação do MP, na avaliação do promotor Luiz Fernando Bugiga, do Gaeco. "O combate ao crime organizado é uma pauta que deve ser comum a todas as instituições", afirmou.

O sistema também vai auxiliar na identificação de agressores domésticos que ainda não tenham sido notificados pela Justiça sobre medidas protetivas.

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De acordo com a promotora de Justiça Vanessa Therezinha, 40% dos agressores não têm conhecimento das medidas protetivas impostas pelas vítimas. Isso significa que ele afirmava não saber que não poderia se aproximar da casa ou entrar em contato com a vítima.

A partir do convênio, se eles forem identificados pelas câmeras do Smart Sampa, agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) serão acionados para notificá-los. Para colocar a iniciativa em prática, o MPSP vai disponibilizar o banco de dados com informações sobre esses indivíduos.

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