Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Corregedoria prende 4 policiais por extorsão de R$ 1 mi contra sequestrador da mãe de Robinho

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira, 12, a Operação Quina para cumprir mandados de prisão temporária contra quatro policiais civis suspeitos de extorsão qualificada e associação criminosa armada contra traficantes.

Os alvos são três investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Carapicuíba e um investigador do 1.º Distrito Policial de Taboão da Serra. São eles Tiago Henrique de Souza Carvalho, Diogo Prieto Junior, Roberto Castelano e João Ruper Rodrigues.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A reportagem busca contato com a defesa dos agentes. O espaço está aberto.

Segundo a Corregedoria, o grupo é suspeito de sequestrar traficantes e exigir propinas milionárias para libertá-los. As investigações apontam que os policiais ostentavam elevado padrão de vida. Na casa de um dos agentes, antigo na corporação, foram encontrados R$ 60 mil em dinheiro vivo.

Um dos casos investigados envolve Fábio Oliveira Silva, apontado como integrante da quadrilha responsável pelo sequestro da mãe do ex-jogador Robinho, ocorrido em novembro de 2004, em Praia Grande, no litoral paulista. Ela ficou 41 dias em cativeiro na zona norte de São Paulo e foi libertada após pagamento de resgate.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o relato de Fábio à Corregedoria, ele foi abordado em 2 de abril de 2026 por homens que se identificaram como policiais civis e entraram em sua residência sem mandado judicial. Depois, teria sido levado para a sede da Dise de Carapicuíba, onde passou a sofrer ameaças de prisão caso não pagasse R$ 1 milhão.

De acordo com a investigação, os policiais afirmavam que poderiam forjar um flagrante contra ele caso o valor não fosse pago. Diante das ameaças, o primo de Fábio, Eder Wilson de Jesus Silva, teria negociado e pagado R$ 303 mil ao grupo. O dinheiro, segundo os autos, foi entregue em uma padaria de Barueri e, depois, contado dentro da unidade policial.

Mesmo após o pagamento parcial, as ameaças teriam continuado. As vítimas afirmam que os investigadores seguiram cobrando o restante do dinheiro por telefone, mensagens e áudios. Em uma nova negociação, o valor exigido teria sido reduzido para R$ 500 mil, com imposição de prazos para o pagamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a representação da Corregedoria, João Ruper Rodrigues atuava como principal responsável pelas cobranças e pelo recebimento do dinheiro obtido nas extorsões. Já Tiago Henrique de Souza Carvalho teria participado da abordagem inicial das vítimas, das ameaças e da renegociação dos valores exigidos.

A investigação aponta ainda que Roberto Castelano chefiou a diligência que resultou na condução da vítima até a delegacia, enquanto Diogo Prieto Junior teria participado tanto da ação inicial quanto do recebimento do dinheiro.

"A Corregedoria Geral da Polícia Civil ressalta que a atuação reforça o compromisso da instituição com a legalidade, a ética e o combate a desvios de conduta funcional", afirmou a corporação. Segundo a polícia, as investigações seguem sob sigilo judicial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV