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Congo: surto de Ebola chega a 5 mil casos e avança mais rápido que a resposta

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O surto de Ebola no Congo alcançou 5 mil casos, segundo dados do governo divulgados nesta quarta-feira, 19, enquanto equipes de resposta alertam que a doença avança em ritmo sem precedentes, mais rápido do que as medidas para contê-la em uma das regiões mais remotas do país.

De acordo com o Ministério da Saúde congolês, a epidemia soma 5.021 casos e 2.378 mortes (até domingo, 16). O surto se espalha em condições consideradas extremas, alimentado por insegurança, deslocamentos e intensa circulação de pessoas.

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Autoridades de saúde afirmam que o atual surto já infectou e matou mais pessoas, em maior velocidade, do que qualquer outro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que ele provavelmente vai superar a epidemia de 2014 a 2016 na África Ocidental, a mais letal já registrada, com mais de 11 mil mortes.

Desde o primeiro caso detectado, a disseminação ocorre cerca de três vezes mais rápido do que no surto mais mortal documentado.

"O surto se espalhou rapidamente, e o risco de maior disseminação nacional e internacional permanece alto", disse na terça-feira (18) o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em reunião convocada pela agência. "Precisamos ser francos: a epidemia está longe de estar sob controle", afirmou.

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Thérèse Anyiya, enfermeira que trabalha em Bunia, capital da província de Ituri, diz estar exausta com a carga de trabalho e as condições precárias. Parte dos profissionais de saúde entrou em greve após atrasos no pagamento. "Se os gestores não levarem as coisas a sério, nós também vamos acabar recuando. A forma como esta epidemia está sendo conduzida é exaustiva", disse à Associated Press.

Um dos principais entraves é a falta de vacinas ou tratamentos aprovados para o raro vírus Bundibugyo, responsável pelo surto atual. Além disso, a maioria dos novos casos tem sido registrada fora do grupo de pessoas sob monitoramento, indicando que a transmissão se acelerou e que as equipes de vigilância correm para tentar acompanhar o avanço da doença. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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