Como identificar os primeiros sinais da bronquiolite em crianças até dois anos
Causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), a infecção pode causar insuficiência respiratória em menos de 24 horas

A bronquiolite, doença causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), é uma das principais causas de mortalidade entre crianças de até dois anos no Brasil e no mundo. A infecção costuma se manifestar inicialmente com sintomas leves e confundíveis com um resfriado comum, como a coriza, mas pode evoluir rapidamente para quadros de insuficiência respiratória grave, exigindo internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em questão de horas. Para combater esse cenário, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer uma vacina preventiva para gestantes, estratégia que já apresenta impacto direto na queda das internações e mortes infantis.
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Segundo especialistas, a piora clínica do bebê infectado pode ocorrer em menos de 24 horas. O vírus ataca diretamente os bronquíolos, que são pequenas estruturas pulmonares responsáveis pela passagem do ar. Durante a resposta do organismo à infecção, o acúmulo de secreções e células mortas bloqueia a circulação de oxigênio, podendo desencadear uma pneumonia. Como ainda não existe um medicamento capaz de curar a bronquiolite, as equipes médicas concentram o tratamento no alívio dos sintomas, utilizando hidratação e suporte respiratório com oxigênio.
A principal arma contra o vírus agora está na prevenção materna. O Ministério da Saúde incluiu no calendário do SUS o imunizante contra o VSR, aplicado gratuitamente em mulheres entre a 28ª e a 36ª semana de gestação. Essa janela permite que a proteção seja transferida para o bebê ainda no útero. Desde o início da oferta, em dezembro, mais de um milhão de grávidas já receberam a dose. Os reflexos dessa política pública são expressivos: dados recentes mostram uma queda de 52% nas internações e de 63% nas mortes por VSR nos primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023.
Enquanto clínicas particulares cobram até R$ 2 mil pela vacina, a rede pública garante o acesso universal. Além da imunização para as gestantes, o SUS também disponibiliza o nirsevimabe, um anticorpo de ação imediata voltado para bebês de até dois anos que possuem doenças cardíacas ou pulmonares e cujas mães não foram vacinadas. Com o avanço contínuo da cobertura vacinal, a expectativa dos especialistas é que as taxas de internação pediátrica continuem caindo drasticamente nos próximos anos.
