Como a falta de higiene em liquidificador contaminou e matou menina de 12 anos
Vítima tinha alergia a avelã e sofreu choque anafilático devido à contaminação cruzada; dono do estabelecimento foi multado e condenado

A falta de higienização de um liquidificador resultou na morte de uma menina de 12 anos em Londres, na Inglaterra, após o consumo de um milk-shake contaminado com resíduos de avelã. A vítima, que tinha alergia grave a oleaginosas, sofreu um choque anafilático ao ingerir a bebida em uma cafeteria no sudeste da capital britânica, em agosto de 2023. O inquérito sobre o caso, concluído recentemente, apontou falhas severas na prevenção de contaminação cruzada no estabelecimento, evidenciando que medidas simples de limpeza poderiam ter evitado a tragédia.
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Segundo as investigações, a adolescente estava acompanhada por familiares quando pediu um milk-shake de chocolate. Imagens de câmeras de segurança revelaram que o responsável pelo preparo utilizou um liquidificador que havia processado uma bebida com avelã momentos antes, sem realizar a lavagem do equipamento entre os pedidos. A ingestão de pequenas quantidades do alérgeno, transferidas de forma indireta para o novo produto, foi suficiente para desencadear a reação fatal, comprometendo a respiração e a circulação sanguínea da jovem. Apesar de ter recebido atendimento de emergência e ter sido internada em uma unidade de terapia intensiva pediátrica, ela não resistiu.
Especialistas em segurança alimentar apontam que a limpeza adequada dos utensílios entre o preparo de diferentes pratos é essencial para evitar a transferência de resíduos. Outra medida de segurança padrão para evitar a contaminação cruzada seria a manutenção de equipamentos exclusivos, usando um liquidificador apenas para produtos livres de alergênicos. Por negligenciar essas práticas, o responsável pela cafeteria assumiu a culpa por seis infrações no início deste ano, incluindo a falta de informações visíveis sobre alergênicos aos consumidores. Ele foi condenado a pagar uma multa de 18 mil libras, o equivalente a cerca de 118 mil reais, além de cumprir 100 horas de serviços comunitários.
Após o desfecho das investigações, os pais da menina passaram a cobrar mudanças urgentes nas regulamentações do setor alimentício para proteger outras pessoas com o mesmo quadro clínico. A família argumenta que as atuais classificações de higiene fixadas nos restaurantes não detalham como os riscos alérgicos são gerenciados pelas equipes. Diante disso, eles defendem a criação de um selo específico e de fácil visualização, focado exclusivamente na avaliação dos procedimentos de prevenção a contaminações. A proposta tem como objetivo garantir que os clientes com restrições tenham acesso a informações precisas antes do consumo, evitando que novas fatalidades ocorram. As informações são da BBC.
