Comediante sofre ataques verbais e leva cadeirada durante show em Santa Catarina
O caso ocorreu na última sexta-feira (10) no Floripa Comedy Club. A artista conseguiu bloquear o objeto com as mãos

A comediante Fernanda Arantes foi alvo de ofensas e de uma agressão física na noite da última sexta-feira (10), enquanto se apresentava no Floripa Comedy Club, em Santa Catarina. O incidente teve início quando uma espectadora se levantou de sua mesa, caminhou até a beira do palco e passou a insultar as características físicas da artista, chamando-a de “gorda”. Na tentativa de controlar a situação de forma pacífica, a humorista manteve a calma e incentivou a plateia a puxar um coro de “fora, fora”.
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A reação do público enfureceu a espectadora, que arremessou uma cadeira em direção à comediante. Fernanda conseguiu evitar um ferimento mais grave ao desviar o objeto com as mãos antes que a atingisse em cheio. Imediatamente após a agressão, ela orientou a equipe da casa de shows a intervir e acionar as autoridades. “Gente, chama a polícia para a maluca”, pediu a artista no microfone, acrescentando logo em seguida: “Não deixa sair, pode chamar 190. Segurança, não deixa sair.”
Com a situação contornada e amparada pelo apoio da plateia, Fernanda decidiu dar continuidade ao show, utilizando o próprio susto como material cênico. A artista fez um paralelo da situação com a cadeirada desferida pelo apresentador José Luiz Datena contra o então candidato Pablo Marçal durante um debate político ao vivo na TV Cultura em 2025. “Gente, eu não deveria ter feito tanta piada da cadeirada do Pablo Marçal, né?”, brincou, arrancando risos e aplausos dos presentes.
Apesar do tom bem-humorado adotado para aliviar a tensão do ambiente, a comediante mostrou ao público que havia machucado a mão ao interceptar o móvel. Antes de seguir com seu roteiro normal, ela aproveitou o episódio para fazer um desabafo reflexivo, condenando os ataques voltados aos corpos femininos e a falta de empatia. “Por favor, nunca menospreze outra mulher, principalmente na frente dos outros. O mundo já é um lugar horrível de se viver. Se a gente não se ajudar, não sobra nada”, finalizou.
