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Começa nesta segunda-feira júri de policiais acusados de matar Gritzbach

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Começa nesta segunda-feira, 22, o tribunal do júri dos três policiais militares acusados pela execução de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) morto a tiros de fuzil aos 38 anos, em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo. Investigado por lavar dinheiro para a facção, ele vinha colaborando com o Ministério Público do Estado (MP-SP) em uma das principais investigações contra o crime organizado dos últimos anos.

Uma das maiores demonstrações recentes do poderio bélico do crime organizado, o ataque também resultou na morte do motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, de 41 anos, alvejado nas costas dentro do terminal.

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Três réus serão julgados por envolvimento direto no crime: o soldado Ruan Silva Rodrigues e o cabo Denis Antônio Martins, apontados como os atiradores, e o tenente Fernando Genauro da Silva, acusado de conduzir a dupla de carro até o aeroporto.

Presos preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, os PMs são acusados de dois homicídios consumados qualificados e duas tentativas de homicídio também qualificadas - além das vítimas, ao menos outras duas pessoas saíram feridas do atentado. Ao todo, os policiais podem pegar um mínimo de 51 anos de cadeia pelo crime, sendo 21 anos somente pelo assassinato de Gritzbach.

Ao Estadão, o advogado Claudio Dalledone Júnior, da defesa dos réus, afirmou que os três PMs negam envolvimento no caso. Segundo ele, as investigações não alcançam elementos de prova. "É um julgamento que promete", disse.

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Como será

Os jurados terão uma tarefa difícil. Para definir se os réus são culpados ou inocentes, eles terão de votar 90 quesitos para decidir sobre todas as circunstâncias do crime. A defesa dos réus tem uma única tese: negativa de autoria.

O julgamento deve se estender por uma semana, até a próxima sexta-feira. A denúncia foi apresentada pelo MP-SP em março do ano passado.

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Conforme o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP), além dos três réus, foram arroladas 21 testemunhas. "Vamos mostrar vídeos, policiais vão ser ouvidos também", disse ao Estadão o promotor de Justiça Rodrigo Merli, do Tribunal do Júri de Guarulhos.

Três denunciados seguem foragidos, incluindo um olheiro que estava no aeroporto no dia do crime - Kauê do Amaral Coelho - e dois nomes apontados como os mandantes da execução: Emílio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como Cigarreira, e Diego dos Santos Amaral, o Didi, que é primo de Coelho. As defesas dos três não foram localizadas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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