Ciclone bomba traz alerta vermelho no Sul com ventos de até 100 km/h e granizo
Entenda os riscos do sistema meteorológico que provoca rajadas intensas de vento, queda de granizo e queda nas temperaturas

A formação de um ciclone bomba no oceano Atlântico altera o tempo no Brasil a partir desta quinta-feira (6), trazendo temporais, queda de granizo e rajadas de vento que podem atingir 100 km/h. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou o estado do Rio Grande do Sul em alerta vermelho devido à severidade das tempestades, que devem registrar volumes de chuva superiores a 100 mm por dia. Os efeitos mais destrutivos do sistema se concentram na Região Sul, enquanto o Sudeste e parte do Centro-Oeste terão impactos mais moderados e restritos a áreas específicas.
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Entre a tarde de quinta e a sexta-feira (7), o avanço da frente fria associada ao ciclone provocará instabilidades em todos os estados do Sul, no Mato Grosso do Sul, em São Paulo e no Sul de Minas Gerais. Apesar do alerta para grande parte do centro-sul do país, os especialistas reforçam que a intensidade dos ventos e o volume de água serão substancialmente menores nas regiões Sudeste e Centro-Oeste em comparação aos índices gaúchos.
Impactos no Sudeste
No estado de São Paulo, a frente fria chega entre a tarde e a noite de sexta-feira (7), provocando pancadas de chuva na Região Metropolitana, no Litoral Sul e na região de Itapetininga. As instabilidades continuam até a manhã de sábado (8) e perdem força rapidamente. No Rio de Janeiro, o domingo (9) terá aumento de nebulosidade e chuva fraca. Os ventos no Sudeste não devem ultrapassar 70 km/h, sem previsão de transtornos severos ou volumes superiores a 100 milímetros.
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O que é o ciclone bomba e por que ele assusta
Formação e frequência: Ciclones extratropicais são comuns no encontro de massas de ar frio e quente, mas apenas os que sofrem uma queda muito rápida na pressão atmosférica recebem a classificação de ciclone bomba. O fenômeno ocorre principalmente sobre os oceanos e nos meses mais frios do ano.
Riscos em terra: No Brasil, os maiores estragos não ocorrem pelo centro do ciclone — que permanece no mar —, mas pelas linhas de instabilidade organizadas ao seu redor.
Fatores de vulnerabilidade: A combinação de ventos fortes com solo encharcado, falta de manejo de árvores, fiação elétrica exposta e ressacas no litoral aumenta os danos estruturais e o risco de desabamentos em áreas urbanas.
