Casal e filha de um ano que morreram em batida são sepultados no RS; câmara flagrou acidente
Débora e Neila morreram no local da colisão, enquanto a pequena Cecília faleceu no hospital
Reprodução/Câmera de Segurança
A despedida do casal Débora Juliana Reinheimer Marques e Neila Patrícia Gomes de Medina, e da filha delas, Cecília Marques de Medina, de apenas 1 ano, gerou forte comoção na Região Metropolitana de Porto Alegre. As três foram vítimas de um grave acidente de trânsito na BR-116 ocorrido na última quinta-feira (14). O velório e o sepultamento da família foram realizados de forma conjunta na Capela Ecumênica, no município de Novo Hamburgo.
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A tragédia aconteceu quando o carro em que a família estava colidiu contra um caminhão trator equipado com semirreboque. Débora e Neila faleceram ainda no local do impacto. A pequena Cecília chegou a ser socorrida com vida e encaminhada a uma unidade hospitalar, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. O atendimento à ocorrência mobilizou agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros, além das equipes de perícia.

O acidente
A Polícia Civil já investiga as circunstâncias da colisão e utiliza como peça-chave um vídeo gravado por uma câmera instalada no painel do caminhão envolvido (assista no início da matéria). Segundo a corporação, as análises preliminares indicam que o veículo das vítimas invadiu a pista contrária na tentativa de acessar o bairro Roselândia. O motorista do caminhão relatou que tentou desviar, mas não conseguiu evitar a batida. Ele foi conduzido à Delegacia de Pronto-Atendimento, realizou o teste do bafômetro com resultado negativo para a ingestão de álcool e foi liberado em seguida. A perícia ainda trabalha para confirmar qual das duas mulheres dirigia o carro no momento do choque.
Quem eram as vítimas
Naturais de Novo Hamburgo e São Leopoldo, Débora e Neila eram empresárias e sócias no "Délle", uma casa de festas batizada com a união dos apelidos "Dé" e "Lele". O negócio, com unidades nas duas cidades, era focado na organização de eventos, especialmente aniversários infantis e festas de 15 anos. Nas redes sociais, a empresa divulgou uma nota descrevendo as vítimas como mães amorosas e profissionais dedicadas. O comunicado ressaltou ainda que a pequena Cecília havia sido gerada por Débora e pediu a compreensão dos clientes em relação aos eventos já agendados, em respeito ao luto pela perda das fundadoras.
