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Brasileiro morto em terremoto na Venezuela tentava fugir de hotel com a esposa

Morador de Uberlândia (MG) viajou ao país vizinho para visitar familiares e comemorar o aniversário; esposa venezuelana sobreviveu e segue internada

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Brasileiro morto em terremoto na Venezuela tentava fugir de hotel com a esposa
Autor Romildo Batista de Lima, de 69 anos - Foto: Arquivo pessoal

O pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, foi identificado por familiares como um dos dois brasileiros mortos em decorrência dos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram Caracas, na Venezuela, na última quarta-feira (24). Natural de Chapada de Minas (MG) e morador de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ele estava hospedado em um hotel próximo ao aeroporto da capital venezuelana junto com a esposa, a venezuelana Carlha Nacarid.

-LEIA MAIS: Modelo brasileira morreu durante terremoto na Venezuela, confirma família

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Segundo a sobrinha da vítima, Jhulya Lima, o casal tentava fugir do prédio para um local seguro quando foi atingido pelo desabamento de uma parede. Ambos chegaram a ser socorridos e levados a um hospital, mas Romildo não resistiu aos ferimentos, enquanto Carlha sobreviveu com uma fratura na bacia e permanece internada.

A viagem do pastor à Venezuela teve início em abril, com o objetivo de visitar a família da esposa e celebrar o seu aniversário, comemorado no último domingo (21). O retorno ao Brasil estava programado para sexta-feira (26), apenas dois dias após a tragédia. Oficialmente, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou a morte de dois cidadãos brasileiros e informou que presta assistência consular às famílias, mas optou por não divulgar as identidades das vítimas por questões de privacidade.

Após a confirmação do óbito, os parentes de Romildo agora enfrentam dificuldades para realizar o traslado do corpo até Minas Gerais. A família relata que o consulado brasileiro e o Itamaraty afirmaram não haver recursos governamentais disponíveis para custear o transporte internacional. Em busca de uma solução diplomática, a sobrinha ressaltou que a intenção da família não é organizar arrecadações virtuais ou vaquinhas, mas sim obter o apoio logístico e financeiro irrestrito das autoridades brasileiras para garantir a repatriação.

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