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Brasileira condenada por fazer sexo com detento começou envolvimento após 'contrabandear' refeições para cela

Ex-agente penitenciária Linda de Sousa Abreu foi condenada a 15 meses de prisão após ser filmada mantendo relação com preso dentro da cadeia

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Brasileira condenada por fazer sexo com detento começou envolvimento após 'contrabandear' refeições para cela
Autor Ex-agente penitenciária Linda de Sousa Abreu foi condenada a 15 meses de prisão - Foto: REPRODUÇÃO

Novos detalhes revelados pelo jornal britânico The Sun apontam que o envolvimento íntimo entre a ex-guarda prisional brasileira Linda de Sousa Abreu e um detento na penitenciária HMP Wandsworth, teve início após a funcionária contrabandear refeições de uma famosa rede de restaurantes local para dentro da cela. O caso ganhou repercussão internacional após o vazamento de um vídeo que mostrava os dois mantendo relações sexuais no estabelecimento prisional, resultando na condenação de Linda a 15 meses de prisão.

- LEIA MAIS: Quem é a carcereira brasileira presa por fazer sexo com detento

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Em entrevista ao The Sun, Linton Weirich, que atuava como personal trainer antes de ser detido, quebrou o silêncio para denunciar o que classifica como um colapso generalizado na segurança e na gestão do sistema carcerário do Reino Unido. Segundo ele, os encontros íntimos começaram logo após a brasileira passar a fornecer clandestinamente refeições da rede Nando's para ele, conhecida por vender frango frito.

Para Weirich, o episódio reflete uma crise profunda na HMP Wandsworth. "Os agentes não mandam mais nas prisões, os prisioneiros sim", afirmou ao The Sun. O detento, que cumpre sua quarta pena desde 2003, relatou que o perfil do corpo de funcionários mudou drasticamente nas últimas duas décadas, substituindo antigos oficiais de perfil militar por jovens de 19 e 20 anos sem o devido preparo ou autoridade.

De acordo com o relato do detento ao jornal, a falta de disciplina abriu margem para um esquema lucrativo de corrupção interna:

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“Muitos funcionários são corruptos e ganham mais dinheiro trazendo coisas para dentro do que recebendo seus salários. Eles trazem telefones, drogas, comida, loção pós-barba, óculos de sol e roupas”, afirmou.

Weirich detalhou ainda como o endividamento de agentes facilita a cooptação pelo crime organizado dentro das galerias. Em um dos casos citados por ele, um guarda com uma dívida de £ 5.000 (cerca de R$ 35 mil) teve o valor quitado por detentos em troca do fornecimento contínuo de materiais ilícitos. Ele também afirmou que funcionários corruptos costumam alertar os presos sobre buscas policiais iminentes nas celas.

O prisioneiro encerrou as declarações criticando a infraestrutura da penitenciária localizada no sudoeste de Londres, classificando as condições locais como "desumanas", com detentos confinados por até 23 horas por dia.

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