Brasileira 'coach' de prostitutas de luxo tem contrato de aluguel negado devido à fonte de renda
A criadora de conteúdo também tenta reaver as 2.500 libras (cerca de R$ 17,2 mil a R$ 18 mil) pagas como caução durante o processo

A modelo e influenciadora brasileira Cris Galera, 38 anos, teve o pedido de aluguel de um imóvel recusado em Colchester, na Inglaterra, após a imobiliária citar sua atividade profissional como motivo de preocupação. O caso ocorreu mesmo após a apresentação de toda a documentação exigida, incluindo comprovantes de renda e referências.
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Cris, que mora em Londres desde 2024, escolheu Colchester, cidade que fica a cerca de 90 km da capital, por considerar o local mais tranquilo e com melhor qualidade de vida. O processo de locação transcorria normalmente até que a imobiliária informou, por escrito, que a produção de conteúdo adulto representava uma preocupação para o proprietário. "Tenho preocupação quanto à sua fonte de renda, particularmente a criação de conteúdo adulto", afirmou o representante da imobiliária em um e-mail.
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A brasileira, que produz conteúdo para plataformas adultas, além de vender cursos mentorias para garotas de programa, já foi participante do reality "Bela do Verão" e afirma que a negativa ocorreu apesar de cumprir todas as exigências. "Foi muito frustrante. Eu tinha renda comprovada, referências e cumpria todas as exigências. Mesmo assim, meu trabalho foi colocado como um problema, e o aluguel acabou sendo recusado", desabafou.
Cris acredita que sua presença nas redes sociais tenha influenciado a decisão. Segundo ela, após pesquisarem seu nome e encontrarem perfis com fotos de biquíni e conteúdos relacionados ao seu trabalho, a postura da imobiliária mudou. "Tenho a sensação de que, quando pesquisavam meu nome e encontravam minhas redes sociais, deixava de importar que eu tinha condições de pagar o aluguel. Era como se a minha imagem falasse mais alto do que toda a documentação que eu apresentei", declarou.
A criadora de conteúdo também tenta reaver as 2.500 libras (cerca de R$ 17,2 mil a R$ 18 mil) pagas como caução durante o processo. Ela critica o preconceito com a profissão e afirma que seu trabalho é legalizado. "Meu trabalho é legalizado, pago impostos e consigo comprovar minha renda como qualquer outro profissional. O que aconteceu comigo mostra que ainda existe um estigma muito grande contra quem trabalha com conteúdo adulto", destacou.
Apesar da experiência negativa, Cris afirma que não desistiu de morar em Colchester e segue procurando um imóvel na região. "Não quero tratamento especial. Só gostaria de ser avaliada pelos mesmos critérios que qualquer outra pessoa. Se tenho renda, referências e consigo cumprir o contrato, isso deveria ser o suficiente", afirmou.
