Bandidos furam oleoduto da Petrobras e vão presos pela polícia furtando combustível
A ação colocava em risco a vida de centenas de pessoas e o abastecimento de combustível em diversos estados

Um bando furou o oleoduto da Petrobras em Ceilândia (DF) e furtou aproximadamente 100 mil litros de combustível apenas nesta semana. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a operação Estige na noite de sexta-feira (05) e prendeu três suspeitos em flagrante. A ação colocava em risco a vida de centenas de pessoas e o abastecimento de combustível em diversos estados.
📰 LEIA MAIS: Jovem fica ferido em batida entre carro e moto próximo à Rodoviária de Apucarana
Os criminosos alugaram uma casa há três meses no condomínio Vista Bela de Ceilândia, localizada em frente ao oleoduto. Eles cavaram um túnel e vinham subtraindo combustíveis de forma sistemática. Segundo o delegado Fernando Fernandes, da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), responsável pela operação, além do furto, havia risco real de explosão e crime ambiental.
📲 Clique aqui e receba as notícias do grupo do TNOnline no WhatsApp
"Segundo especialistas da Transpetro, em caso de explosão, uma área de cerca de 3 quilômetros de diâmetro poderia ser atingida, colocando em risco a vida de um número indeterminado de pessoas", disse Fernandes. Do ponto de vista do delegado, houve também risco real de desabastecimento do DF a São Paulo, passando por Minas Gerais e Goiás.
Um dos suspeitos é reincidente na tentativa de furto de oleoduto. O acusado foi preso há 2 anos por tentar furtar combustível no DF. Inicialmente, quatro suspeitos foram presos, mas durante o trabalho policial, os investigadores chegaram à conclusão que apenas três deles estavam realmente envolvidos no crime.
Os suspeitos foram autuados pelos crimes de furto qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo mediante concurso de pessoas (pena: 2 a 8 anos de reclusão), associação criminosa (pena: 1 a 3 anos de reclusão), crime ambiental (pena: 1 a 5 anos de reclusão) e crime contra a incolumidade pública (pena: 1 a 4 anos de reclusão). Segundo a Polícia Civil, os autuados em flagrante poderão receber de 5 a 20 anos de reclusão diante do concurso material de crimes.
A operação recebeu o nome Estige em referência ao rio mitológico do submundo grego, que evoca o fluxo subterrâneo e o caráter clandestino, oculto sob a terra.
