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Aumento da violência faz São Vicente cancelar carnaval

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A prefeitura de São Vicente cancelou o carnaval na cidade em razão do aumento da violência no litoral paulista nas últimas semanas. A decisão foi publicada nesta sexta-feira, 9, em edição extra do Diário Oficial.

De acordo com a administração municipal, a medida foi tomada em acordo com a Liga Carnavalesca de Blocos e Bandas Vicentina. As bandas e os blocos que tinham previsão para se apresentar nos dias 9, 10, 12, 13 e 17 de fevereiro terão as apresentações adiadas. As novas datas não foram divulgadas.

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Paulo Bonavides, secretário de Turismo e presidente da Comissão de Carnaval 2024, afirma que a decisão foi tomada considerando "os últimos acontecimentos envolvendo a segurança pública no município de São Vicente e na região da Baixada Santista", e afirma que o cancelamento dos eventos visa "a preservação e integridade dos foliões e organizadores de blocos e bandas carnavalescas".

Nas redes sociais, o prefeito Kayo Amado (Podemos) diz que a decisão de cancelar "não é fácil", mas considera "acertada". "Diante dos últimos ocorridos, após diálogo e entendimento com a Liga Carnavalesca de Blocos e Bandas Vicentina, consideramos que o adiamento das bandas e blocos que iriam se apresentar nos dias 9, 10, 12, 13 e 17 de fevereiro é a decisão mais acertada, diz.

"Entendemos que essa é a melhor decisão no momento, e que nos próximos dias teremos condições mais favoráveis para receber os foliões e suas famílias num ambiente onde vai prevalecer a alegria. Conto com a compreensão de todos. Não é uma decisão fácil", completou.

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Aumento da violência

Na últimas semanas, a Baixada Santista registrou um crescimento da violência na região. Confrontos entre policiais e criminosos aumentaram desde a morte do soldado Samuel Wesley Cosmo, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), durante uma incursão no bairro Bom Retiro, em Santos, na última sexta-feira, 2. Em dois dias, sete pessoas foram mortas pela Polícia Militar.

Uma delas foi catador de produtos recicláveis José Marcos Nunes da Silva, que morava em um barraco em São Vicente, e foi morto por polícias da Rota, no último sábado, 3. Parentes afirmaram aoEstadãoque ele não tinha envolvimento com tráfico de drogas. A Secretaria de Segurança Pública disse que as circunstâncias relativas ao caso estão sendo investigadas.

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A morte do cabo José Silveira dos Santos, do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), fez o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, transferir o seu gabinete da capital para a sede do Comando de Policiamento do Interior Seis (CPI-6), em Santos.

A secretaria também prevê o aumento do efetivo no litoral de São Paulo como reforço na Operação Verão. A região será atendida por homens do 6.º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) do ABC, e do 15.º Baep de Guarulhos.

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