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Artemis II fez mais de 7 mil fotos ao contornar a Lua que devem fomentar estudos sobre crateras

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A missão Artemis II, da Nasa, registrou mais de 7 mil imagens da superfície lunar durante o sobrevoo da Lua, em um conjunto de registros que deve ampliar o entendimento sobre crateras, relevo e condições de iluminação no satélite natural da Terra, segundo a agência aeroespacial norte-americana.

Os primeiros astronautas a viajarem à Lua, em mais de meio século, retornaram à Terra após uma missão histórica a bordo do voo de teste da espaçonave Orion.

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A tripulação, composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen, amerissou na sexta-feira, 10, na costa de San Diego, encerrando uma jornada de cerca de 10 dias. A missão os levou a 406.700 quilômetros da Terra, a maior distância já alcançada por seres humanos em missão espacial.

Durante o sobrevoo lunar, realizado em 6 de abril, os astronautas capturaram mais de 7 mil imagens da superfície lunar e de um eclipse solar, quando a Lua bloqueou o Sol na perspectiva da Orion.

As fotos incluem registros de crateras de impacto, antigos fluxos de lava, fraturas geológicas e variações de cor do terreno lunar, além de imagens do nascer e do pôr do sol na Lua, de acordo com a Nasa.

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As imagens também mostram o chamado terminador lunar, a fronteira entre o dia e a noite, onde a luz solar em ângulo baixo projeta sombras longas sobre a superfície, criando condições semelhantes às da região do polo sul lunar, área considerada prioritária para futuras missões tripuladas.

Segundo a agência, o material fotográfico será utilizado para aprimorar estudos sobre crateras e a evolução geológica da Lua, além de ajudar na identificação de regiões de interesse científico e operacional para pousos futuros.

Durante a missão, a tripulação percorreu cerca de 694 mil milhas e realizou o sobrevoo lunar mais distante já registrado por humanos, superando o recorde da Apollo 13, em 1970. O lançamento ocorreu em 1º de abril, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo do foguete SLS.

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No segundo dia de voo, a Orion realizou uma queima de motor que colocou a nave em trajetória rumo à Lua, permitindo a aproximação máxima de cerca de 6.547 quilômetros da superfície lunar. Ao longo da missão, os astronautas testaram sistemas de suporte à vida, controles manuais da espaçonave e procedimentos operacionais essenciais para futuras missões.

Com o retorno da tripulação em segurança, a Nasa agora se concentra na preparação da Artemis 3, que deverá avançar no objetivo de estabelecer uma presença humana contínua na Lua e servir de base para futuras missões a Marte.

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