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App para população e helicóptero: as novas apostas do poder público para monitoramento do crime

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A Prefeitura de São Paulo lançou nesta terça-feira, 23, um aplicativo para que a população denuncie suspeitas de veículos furtados, roubados ou com placas adulteradas. Foi anunciado também a implementação de um helicóptero do Smart Sampa (saiba mais abaixo).

O aplicativo vai funcionar da seguinte forma: o usuário terá de fotografar a placa do automóvel ou da motocicleta pelo app para que a tecnologia verifique se há registros policiais de irregularidades. Caso haja, o sistema aciona automaticamente uma equipe técnica para validação das informações. E, se confirmadas, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) irá até o local para realizar a apreensão.

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O aplicativo integra o Smart Sampa, programa municipal de câmeras com reconhecimento facial e leitura de placas. Segundo a Prefeitura, o sistema já possibilitou a captura de 3.275 foragidos da Justiça e a realização de 5.802 prisões em flagrante desde que começou a operar em novembro de 2024. Também foram identificadas 3.081 ocorrências com veículos e encontradas 229 pessoas desaparecidas.

O Município informou que o aplicativo não será utilizado para identificar suspeitos, nem vai fazer reconhecimento facial. "O app passou por todas as etapas de validação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)", afirmou o prefeito Ricardo Nunes (MDB), defendendo que a privacidade da população será assegurada. A denúncia será anônima.

Nunes ainda promete que "de jeito nenhum" o aplicativo será usado para receber denúncias sobre infrações ao rodízio ou ausência de pagamento do IPVA.

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Atualmente, a Prefeitura conta com 20 mil câmeras de monitoramento próprias, além de 30 mil da sociedade civil que aderiu ao projeto. "Agora, imagine milhões de celulares pela cidade registrando e verificando as placas. As pessoas vão fazer a imagem e não precisam fazer mais nada. Já deram uma grande contribuição. E aí fica com as forças policiais."

Segundo o prefeito, o desenvolvimento do app já estava incluído no contrato de R$ 10 milhões por mês do Smart Sampa e não gerou custos extras.

O app Smart Sampa Cidadão pode ser baixado gratuitamente neste link em smartphones com sistema iOS (a partir do 26.0) ou Android (7.0 ou superior).

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O usuário terá de criar uma conta. Depois, é necessário apontar a câmera do celular para a placa do veículo. O aplicativo verifica irregularidades nas bases de dados das forças policiais. Se houver alguma restrição, um alerta aparece no celular e a equipe do Smart Sampa é acionada.

Ao testar o aplicativo nesta terça, o Estadão verificou erros na leitura da placa. Em quatro tentativas, a chapa BYY1370 foi registrada corretamente só uma vez. Nos outros testes, o app detectou erroneamente a placa como BVL3770, BVY1370 e AYY3370. Procurada, a Prefeitura ainda não se manifestou.

O Smart Sampa é uma das principais bandeiras de Nunes. Quando o programa foi implementado, houve críticas ao modelo. Entre as fragilidades apontadas por especialistas estão identificações imprecisas, abordagens indevidas e risco de violação à privacidade. Algumas cidades americanas, como Baltimore e San Francisco, até aboliram o uso de reconhecimento facial por órgãos públicos.

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O prefeito afirmou esperar que até o fim do ano o Smart Sampa chegue a 100 mil câmeras, com a aquisição de 20 mil pela Prefeitura, 20 mil pelo Governo do Estado e a integração de mais unidades da sociedade civil.

Helicóptero do Smart Sampa custa R$ 2 milhões

Nesta terça-feira, o prefeito Ricardo Nunes também anunciou a implementação de um helicóptero do Smart Sampa. A aeronave carrega uma câmera de cerca de 40 cm que consegue realizar o reconhecimento facial e leitura de placas a 40 km de distância.

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O aluguel do helicóptero, já com o equipamento, custa R$ 2 milhões por mês. Como a tecnologia ainda está em fase de teste prático para avaliar a viabilidade técnica, operacional e financeira, a compra da aeronave não é cogitada no momento pela prefeitura. A previsão é que ele seja usado quatro horas por dia, conforme a demanda das ocorrências policiais.

A ideia é utilizá-lo para apoiar buscas por suspeitos, acompanhamento de ocorrências em andamento e operações conjuntas das forças de segurança. O sistema conta com visão térmica e infravermelha para operações noturnas e também pode ser utilizado para verificar incêndios florestais ou desmatamentos.

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