Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer de pulmão
O oncológico é indicado para pacientes com tumor de não pequenas células em estágio avançado ou metastático que já passaram por tratamentos anteriores

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a indicação de um novo medicamento para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão. O registro do Datroway (datopotamabe deruxtecana), fabricado pelo laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica, foi oficializado por meio de publicação no Diário Oficial da União na última segunda-feira (27).
📰 LEIA MAIS: Bombeiros aguardam redução do nível de rio para iniciar mergulhos em buscas por fotógrafa no Paraná
O oncológico é destinado ao combate do câncer de pulmão de não pequenas células, classificação que abrange aproximadamente 85% dos diagnósticos da doença, considerada a principal causa de morte por tumores no mundo. A nova terapia é voltada para quadros em fase avançada ou com metástase, quando a doença já atingiu outros órgãos. A medicação atua como uma linha de tratamento posterior, sendo recomendada para indivíduos que já foram submetidos a duas abordagens terapêuticas anteriores, mas que voltaram a apresentar crescimento tumoral.
Para que o medicamento seja prescrito, o câncer do paciente precisa apresentar uma alteração genética específica conhecida como mutação do EGFR, que atua como um receptor na superfície da célula estimulando a progressão da doença. A Anvisa ressalta que a identificação dessa falha ativadora é fundamental, pois viabiliza o uso de terapias-alvo. Esses tratamentos atuam de maneira inteligente, desenvolvidos sob medida para atacar diretamente a deficiência genética da célula tumoral, preservando tecidos saudáveis.
Antes da nova liberação, o princípio ativo já contava com registro ativo na Anvisa para outra finalidade médica. O produto farmacêutico já estava autorizado e vinha sendo empregado no país para o tratamento de pacientes adultos diagnosticados com câncer de mama triplo-negativo em estágios metastáticos ou quando o tumor é classificado como irressecável, impossibilitando a remoção completa por meio de intervenção cirúrgica.
