Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Anvisa aprova lenacapavir, medicamento para prevenção do HIV; versão injetável é semestral

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira, 12, no Diário Oficial da União, a aprovação do medicamento lenacapavir como alternativa de profilaxia pré-exposição (PrEP) para reduzir o risco de infecção pelo HIV.

Fabricado pela farmacêutica Gilead e vendido sob o nome comercial Sunlenca, o medicamento faz parte de uma classe de antirretrovirais considerada inovadora. Ele é destinado a pessoas a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 kg, e que apresentem teste negativo para HIV antes do início do tratamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em julho do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o lenacapavir como opção adicional de PrEP. Em dezembro, a entidade pediu expansão do acesso ao medicamento.

O fármaco, que será disponibilizado nas formas injetável e em comprimidos, atua em diversas etapas do ciclo replicativo do HIV. Daí seu potencial preventivo.

Estudos clínicos demonstraram boa eficácia do tratamento com lenacapavir como PrEP em diferentes grupos, incluindo adolescentes, mulheres e homens cisgênero e pessoas trans. A aplicação semestral da versão injetável é apontada como um dos principais diferenciais, já que tende a favorecer a adesão ao tratamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Preço e disponibilidade

O alto custo do medicamento pode ser um dos principais obstáculos ao acesso, conforme aponta Klinger Soares Faíco Filho, professor de Clínica Médica e Medicina Laboratorial da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em artigo publicado no The Conversation e reproduzido pelo Estadão.

Um estudo da The Lancet indica ainda que o tratamento anual pode ultrapassar US$ 28 mil por paciente (R$ 150.640 na cotação atual).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a Anvisa, o medicamento ainda passará pela definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A eventual oferta no Sistema Único de Saúde (SUS) dependerá de avaliação e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e de aprovação do Ministério da Saúde.

Riscos e efeitos

De acordo com a Anvisa, o perfil de segurança do medicamento é favorável, com registro de eventos adversos leves a moderados. A administração injetável pode provocar reações locais, como inchaço, dor, vermelhidão, nódulos, endurecimento da pele e coceira no local da aplicação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A agência também alerta para o risco de desenvolvimento de resistência ao lenacapavir. Isso pode acontecer em algumas situações, como quando a pessoa já tem uma infecção aguda ou não diagnosticada pelo HIV-1 e inicia o uso do medicamento, ou se contrair o vírus durante o tratamento e houver atraso no diagnóstico ou no início do tratamento adequado.

Como é o uso

A forma injetável deve ser administrada por um profissional de saúde, por via subcutânea no abdômen, a cada seis meses. Já os comprimidos devem ser tomados por via oral. O esquema e a forma de uso devem ser definidos pelo médico responsável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que é PrEP

A profilaxia pré-exposição consiste no uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas sob maior risco de infecção pelo HIV. Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral com dois medicamentos combinados, o tenofovir disoproxil e o emtricitabina, que devem ser tomados diariamente.

A PrEP integra a chamada "prevenção combinada", que inclui ainda testagem regular, profilaxia pós-exposição (PEP), acompanhamento de gestantes soropositivas, redução de danos para usuários de drogas, diagnóstico e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis (IST), uso de preservativos e tratamento antirretroviral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O HIV é o vírus causador da Aids e ataca o sistema imunológico, aumentando a vulnerabilidade a infecções, câncer e outras doenças. O HIV-1 é o subtipo mais comum e virulento. A transmissão ocorre principalmente por relações sexuais sem proteção, compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados e da mãe para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV