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Aeronáutica retoma perícia em local de queda de avião que deixou três mortos em BH

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A Aeronáutica retomou nesta terça-feira, 5, a perícia no local da queda de um avião de pequeno porte que deixou três mortos em Belo Horizonte na segunda-feira, 4. Os trabalhos são conduzidos por investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), órgão do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com o Cenipa, as atividades integram a chamada Ação Inicial, etapa que envolve a coleta e confirmação de dados, a preservação de evidências e a análise preliminar dos danos causados pela aeronave. Também são levantadas informações que possam contribuir para a identificação dos fatores envolvidos no acidente.

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Segundo o órgão, a investigação será concluída "no menor prazo possível, considerando sempre a complexidade da ocorrência e a necessidade de identificar os possíveis fatores contribuintes", reforçando que o Cenipa tem por objetivo investigar as ocorrências aeronáuticas "de modo a prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram".

Imagens que circulam nas redes sociais mostram que a aeronave não consegue ganhar altitude após a decolagem e atinge um prédio residencial. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a colisão ocorreu na área da escada do edifício, o que evitou vítimas entre os moradores.

O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16, com destino ao Campo de Marte, em São Paulo. Pouco depois, o piloto emitiu um alerta de emergência do tipo "mayday" à torre de controle. Em seguida, a aeronave colidiu contra a lateral do prédio.

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O monomotor, modelo EMB-721C Sertanejo, pertence à empresa Inet Telecomunicações Ltda. Antes, havia partido de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, e feito escala em Belo Horizonte para o desembarque de uma passageira. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o certificado de aeronavegabilidade estava válido até abril de 2027.

Três pessoas morreram na queda: o piloto Wellington de Oliveira, de 34 anos; o empresário e veterinário Fernando Moreira Souto, de 36, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT); e Leonardo Berganholi.

Outros dois ocupantes, Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53, permanecem hospitalizados, com quadro estável, segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). (Colaborou Caio Possati)

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