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Acusada de se passar por criança para ser adotada em SC tem oito doenças mentais, diz defesa

Diagnósticos integram o processo atual por estelionato em Santa Catarina e um inquérito semelhante ocorrido no Distrito Federal em 2012

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Acusada de se passar por criança para ser adotada em SC tem oito doenças mentais, diz defesa
Autor Foto: - Divulgação PCSC

A defesa da mulher de 38 anos presa após se passar por uma adolescente de 12 anos em Joinville, no Norte de Santa Catarina, confirmou neste sábado (15) que ela foi diagnosticada com oito doenças mentais. Os apontamentos clínicos são baseados em laudos periciais e vêm a público às vésperas da audiência de instrução e julgamento da ré, que está agendada para a próxima quarta-feira (19), no Fórum da Comarca de Joinville, onde serão ouvidas testemunhas de defesa e de acusação.

-LEIA MAIS: Homem armado dispara tiro em apartamento e mobiliza polícia em Cornélio Procópio

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Segundo os representantes legais da mulher, os transtornos estão divididos em dois históricos criminais distintos. Quatro dos diagnósticos foram incluídos no atual processo em Santa Catarina, no qual ela responde por estelionato e falsa identidade. Um desses laudos é fruto de um exame de sanidade mental determinado pela Justiça catarinense e concluído no final de julho, enquanto os outros três foram feitos voluntariamente por um perito particular e seguem sob sigilo. Os quatro diagnósticos restantes referem-se a um inquérito de mesma natureza registrado em 2012, no Distrito Federal.

A acusada foi presa no dia 2 de julho deste ano após viver por cerca de 14 meses como filha adotiva de uma família catarinense. Utilizando o nome falso de Gabriele Ferreira dos Santos, a mulher chegou à residência por intermédio de um pastor, alegando ser uma pré-adolescente vítima de maus-tratos do pai biológico. Para justificar os traços físicos incompatíveis com a idade que dizia ter, ela afirmava ser autista e relatava ter sido forçada a ingerir hormônios ao ser submetida à prostituição durante a infância, história que convenceu a família a acolhê-la.

Durante o período em que morou com a família, ela sustentou um comportamento extremamente infantilizado. De acordo com as investigações da Polícia Civil, ela utilizava mamadeiras, chupetas e dormia em um quarto pintado de rosa, repleto de decorações infantis. A mulher também simulava crises de pânico e exigia que a mãe adotiva a colocasse na cama para dormir.

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A farsa começou a ser descoberta quando os parentes adotivos passaram a desconfiar do comportamento dela e realizaram pesquisas na internet. O pai e a tia adotivos encontraram registros de golpes idênticos aplicados pela mesma mulher e acionaram as autoridades. Após ser detida, a acusada confessou os crimes. O inquérito policial revelou que ela possui um longo histórico de ocorrências semelhantes espalhadas por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

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