Gaeco prende membros de quadrilha de 'piratas do asfalto' que assaltou ônibus em Arapongas
Polícia cumpriu mandados judiciais contra organização criminosa; investigações começaram após ataque violento a 40 passageiros em março deste ano

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Maringá, deflagrou nesta segunda-feira (18) a Operação Ponto Final, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa de "piratas do asfalto" especializada em roubos a ônibus de turismo no Paraná.
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Durante a ação, deflagrada com o apoio de diferentes frentes da Polícia Militar, foram presos temporariamente dois homens apontados como os principais articuladores do esquema. Os agentes também cumpriram mandados expedidos pela Vara Criminal de Jandaia do Sul, que resultaram em cinco buscas domiciliares, quatro buscas pessoais e na apreensão de três veículos utilizados pela quadrilha.

As investigações que culminaram na operação tiveram início após um assalto violento registrado em 8 de março deste ano. Na data, cerca de 40 passageiros de um ônibus que retornava de uma viagem de compras na Argentina e em Foz do Iguaçu foram interceptados na rodovia PR-444, em Arapongas, por meio de uma falsa abordagem policial.
Pelo menos três homens armados invadiram o veículo e mantiveram as vítimas reféns por cerca de três horas. O motorista foi forçado a dirigir até uma área rural isolada em Bom Sucesso, onde todos os pertences e bagagens foram saqueados. Antes da fuga, demonstrando alto nível de preparo para dificultar o trabalho da polícia, os criminosos esvaziaram um extintor de incêndio dentro do coletivo com a intenção de apagar impressões digitais e vestígios de DNA.

O inquérito revelou que o grupo criminoso operava com uma estrutura logística complexa para garantir o sucesso dos ataques e a fuga. A quadrilha utilizava um comboio coordenado de veículos com funções específicas de escolta, reconhecimento e vigilância, chegando a mapear e perseguir os ônibus de turismo de forma velada por centenas de quilômetros até definir o local exato da emboscada.
Os dois suspeitos presos em Maringá na manhã desta segunda-feira eram as peças centrais dessa engrenagem logística. Eles eram responsáveis por providenciar imóveis que serviam de base operacional e esconderijo para os veículos usados nas abordagens, além de fornecerem carros blindados, armamento e ferramentas para os assaltos.

A dupla também ficava encarregada de organizar o resgate dos comparsas e o transbordo das mercadorias roubadas, motivando o nome da operação, que busca colocar um fim definitivo nas atividades ilícitas do grupo e restaurar a segurança nas rodovias da região.
