Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Arapongas
publicidade
APROXIMADAMENTE R$ 270 MILHÕES

Gaeco liga fraude milionária a investigação sobre jogo do bicho em Arapongas

Operações deflagradas nesta quarta-feira (4) investigam esquema de sonegação de ICMS envolvendo R$ 270 milhões

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Gaeco liga fraude milionária a investigação sobre jogo do bicho em Arapongas
Autor Foto: Reprodução/ Gaeco

Uma investigação sobre o jogo do bicho em Arapongas levou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) a descobrir um esquema milionário de sonegação fiscal envolvendo empresas de fachada no Paraná. A ligação entre os casos foi detalhada por promotores durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (4), após a deflagração das operações Enxágue e Catéter, realizadas em conjunto com a Receita Federal. As apurações envolvem aproximadamente R$ 270 milhões em créditos tributários constituídos e resultaram no cumprimento de 64 mandados de busca e apreensão em 28 municípios de quatro estados.

LEIA MAIS: Gaeco e Receita Federal miram esquema de R$ 271 mi em Apucarana, Arapongas e 26 outras cidades

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Segundo o promotor Leandro Antunes, a investigação começou entre 2020 e 2021, quando foram identificadas empresas utilizadas para ocultar recursos provenientes do jogo do bicho em Arapongas. Na ocasião, os investigadores descobriram que notas fiscais simulavam a comercialização de sementes de braquiária, embora não houvesse movimentação real das mercadorias. "Identificamos, então, que não existia semente de braquiária nenhuma e que essas empresas não existiam", relatou o promotor.

O aprofundamento das investigações revelou que um escritório de contabilidade ligado às empresas também atuava na emissão de notas fiscais falsas para gerar créditos indevidos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principalmente na comercialização de sebo animal, utilizado na produção de biodiesel. Segundo o Gaeco, as chamadas empresas "noteiras" simulavam operações comerciais para permitir que outras empresas obtivessem créditos tributários sem o recolhimento dos impostos correspondentes.

"Então, a noteira, ela assume essa responsabilidade fiscal, o pagamento do ICMS, só que ela nunca recolhe", explicou Antunes. As investigações também identificaram empresas registradas em nome de pessoas falecidas, beneficiários de programas sociais e até pessoas com identidades falsas. O objetivo era dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelo esquema.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O promotor Renato Lima Castro destacou que a operação busca responsabilizar quem efetivamente controlava essas estruturas. "O objetivo da operação é justamente chegar nos verdadeiros proprietários e responsáveis tributários dessas dívidas", afirmou.

Outro ponto destacado na coletiva foi a continuidade das atividades suspeitas, mesmo após fiscalizações anteriores. Segundo os investigadores, um contador ligado ao esquema de Arapongas continuaria criando novas empresas de fachada.

Antunes ressaltou ainda o impacto da sonegação sobre os cofres públicos. "Isso aí é um tributo que seria utilizado pelo Estado em todas as finalidades do Estado, para pagar todos os mecanismos, estruturas públicas, rodovias, saúde, educação, tudo a gente sabe", afirmou. As investigações continuam para identificar as responsabilidades individuais dos envolvidos e rastrear os recursos movimentados pelo esquema.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Arapongas

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV