Defesa afirma que suspeita de matar os filhos em Arapongas sofria de depressão e estava sem remédios
Advogada relatou histórico de traumas familiares da investigada e pediu respeito à presunção de inocência. Jovem de 27 anos confessou o crime

A defesa da jovem de 27 anos suspeita de matar os próprios filhos, de um e cinco anos, no município de Arapongas, no Norte do Paraná, afirmou que ela possui um histórico severo de depressão, tentativas de suicídio e que havia interrompido o uso da medicação psiquiátrica por conta própria. Ao detalhar o contexto de vida da investigada, a advogada classificou as vivências e os relacionamentos dela como "lamentáveis", ressaltando que sua trajetória foi marcada por traições conjugais, conflitos familiares e traumas. Entre os episódios citados, a defesa mencionou a perda de uma filha por engasgamento e o fato de a mulher ter outro filho de dez anos, fruto de um relacionamento anterior.
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A dinâmica do crime aponta para um duplo infanticídio seguido de tentativa de suicídio. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, a mulher asfixiou as duas crianças em Arapongas e, na sequência, dirigiu por cerca de 150 quilômetros até uma ponte localizada entre os municípios de Itambaracá e Bandeirantes. O delegado Denner Roque, responsável pelo caso, confirmou que a investigada confessou formalmente a autoria do crime. Durante o depoimento, ela relatou que o objetivo era deixar os corpos na ponte para que os familiares do pai das vítimas, que residem naquela região, os encontrassem e providenciassem o sepultamento. Logo depois, ela pretendia se jogar da estrutura.
Apesar do plano relatado, a mulher foi encontrada com vida horas após a localização das crianças e acabou presa em flagrante. Diante do andamento das investigações e da comoção pública, a defesa publicou uma nota oficial ressaltando que os fatos estão sendo apurados dentro do "devido processo legal". A advogada alertou que conclusões precipitadas podem violar os direitos fundamentais da mulher e pediu o respeito irrestrito à garantia constitucional da "presunção de inocência", colocando-se à disposição da imprensa dentro dos limites éticos e legais. A investigada foi transferida na manhã desta sexta-feira (6) da cadeia pública de Cambará, que é uma unidade masculina, para a cadeia de Santo Antônio da Platina, destinada à custódia de mulheres.
