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'Bilhete premiado': suspeita de aplicar golpes em Arapongas é presa

A mulher teria enganado uma idosa, que perdeu aproximadamente R$60 mil

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'Bilhete premiado': suspeita de aplicar golpes em Arapongas é presa
Autor A Polícia Civil de Arapongas informou que a prisão ocorreu em Camboriú - Foto: Reprodução

Uma mulher que seria integrante de uma associação criminosa responsável por aplicar o golpe do “bilhete premiado” em uma idosa, de 74 anos, em Arapongas, no norte do Paraná, foi presa na manhã desta quinta-feira (2), no litoral de Santa Catarina.

A Polícia Civil de Arapongas informou que a prisão ocorreu em Camboriú com o apoio dos policiais do litoral. Ainda de acordo com a civil, as investigações prosseguem em sigilo para a identificação dos demais autores.

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A mulher que foi presa reside em Camboriú e já tem antecedentes criminais. Ela seria integrante do grupo de golpistas que agiram em Arapongas em setembro de 2022.

Como o gole funciona:

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) orienta a população para não cair no golpe do bilhete premiado e o que fazer caso seja vítima. Com os sorteios de final de ano, esse tipo de golpe tende a aumentar e a principal dica é desconfiar de promessas de dinheiro fácil e rápido. Por mais convincente que uma história pareça, fique sempre em alerta quando alguém fizer uma abordagem oferecendo dinheiro, assim como muitas vantagens e ofertas irreais feitas por desconhecidos.

O golpe acontece quando uma vítima é abordada em via pública e o estelionatário se passa por uma pessoa humilde que tem um bilhete premiado em mãos. Em seguida, outros golpistas aparecem e simulam uma ligação para o gerente de um banco que confirma o suposto bilhete como verdadeiro. O delegado-titular da Delegacia de Estelionato, Emmanoel David, diz que também há casos em que o “bilhete” é substituído por um precatório ou uma herança a receber.

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Depois, os golpistas convencem a vítima a transferir valores, entregar cartões e outros itens financeiros para o falso vencedor como garantia para o recebimento do prêmio. A vítima, nesses casos, acredita que irá ficar com parte do prêmio. A prática criminosa acontece geralmente próximo a bancos.

“As vítimas vão até os seus bancos, fazem transferências de valores altos para os estelionatários, tiram dinheiro em espécie e acabam fazendo a entrega para os que posteriormente fogem”, explica o delegado.

Caso se veja vítima do golpe do bilhete premiado, imediatamente registre o Boletim de Ocorrência, que pode ser feito online pelo site da PCPR ou na delegacia mais próxima. O delegado alerta para que a vítima guarde todas as evidências.

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“Se fez transferências bancárias, junte todas com correspondentes números de Pix, CPF e e-mail que identifiquem quem foi o beneficiário daquela transferência. É importante também levar elementos que podem ajudar a começar a investigação, como o caminho que fez junto aos estelionatários, para ver se passou por ruas com câmeras, o banco em que entrou, o gerente que o atendeu”, alerta.

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