Bebês passam por exames após suspeita de professora dar rivotril para crianças dormirem em Arapongas
Duas mães procuraram laboratórios particulares em busca de vestígios de clonazepam no organismo dos filhos

Oito bebês que frequentavam uma unidade de ensino infantil em Arapongas passaram por exames médicos após uma denúncia apontar que eles estariam sendo medicados por uma professora para dormirem. Com a repercussão do caso, duas das mães optaram por levar os filhos a laboratórios particulares para realizar testes toxicológicos específicos, buscando identificar um possível contato das crianças com o clonazepam, princípio ativo de medicamentos de uso controlado, como o Rivotril.
LEIA MAIS: Polícia investiga morte de mulher de 61 anos após cirurgias estéticas em clínica de Maringá
Diante da gravidade da suspeita, a Prefeitura de Arapongas determinou o afastamento preventivo da educadora por 60 dias. O município também instaurou um processo administrativo para investigar rigorosamente a conduta da servidora e apurar se houve, de fato, a administração de medicamentos aos bebês, bem como as circunstâncias em que isso teria ocorrido.
O alerta inicial partiu de outra professora da própria unidade educacional, que desconfiou da sonolência anormal das crianças durante o período em que permaneciam sob os cuidados da investigada. O relato logo chegou ao conhecimento de vereadores do município e começou a circular entre os pais dos alunos da turma, motivando a preocupação e a busca imediata por avaliações clínicas e laboratoriais.
Até o momento, a exposição das crianças ao medicamento não foi confirmada por laudos oficiais. O caso segue sob investigação das autoridades locais para comprovar ou descartar definitivamente as suspeitas.
