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"SANTO CASAMENTEIRO"

Araponguense sobe ao altar após encontrar três medalhinhas de Santo Antônio

Costureira de 25 anos guarda até hoje a primeira medalha encontrada no tradicional bolo e acredita que o santo abençoou sua história de amor

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O mês de junho chega trazendo bandeirinhas, quermesses, comidas típicas e uma das tradições mais conhecidas entre os católicos: o bolo de Santo Antônio. Em meio à expectativa de encontrar a famosa medalhinha escondida na massa, muitos alimentam a esperança de receber uma bênção especial do santo conhecido como casamenteiro.

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Para a costureira de Arapongas, Karla Heloisa Ataide Zito, de 25 anos, essa tradição ganhou um significado ainda mais especial.

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Frequentadora da Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Arapongas desde a infância, ela cresceu acompanhando a devoção da família ao santo. O costume de comprar o tradicional bolo junino começou por influência do pai, que todos os anos fazia questão de levar a iguaria para casa.



							Araponguense sobe ao altar após encontrar três medalhinhas de Santo Antônio
AutorKarla Heloisa e o marido Gabriel - Foto: Lis Kato


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E foi justamente nessa tradição familiar que algo curioso aconteceu. Ao longo dos últimos anos, Karla encontrou não apenas uma, mas três medalhinhas escondidas no bolo. A primeira apareceu em 2023, quando ela ainda estava namorando. Já as outras duas vieram em 2024, período em que estava noiva.



							Araponguense sobe ao altar após encontrar três medalhinhas de Santo Antônio
AutorFoto: Arquivo pessoal

Para muitos, poderia ser apenas uma coincidência. Para Karla, foi muito mais do que isso. "Com toda certeza, eu acreditei que era um sinal. Sempre coloquei meus sonhos nas mãos de Deus, pedindo por um casamento bom e abençoado. Acredito que tudo foi resposta das minhas preces", conta.

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A primeira medalhinha surgiu dois anos antes do casamento. As outras duas apareceram cerca de um ano antes de ela subir ao altar. Em 18 de outubro de 2025, Karla realizou o sonho de se casar com Gabriel Aparecido Bertaco Zito, de 26 anos, designer gráfico.



							Araponguense sobe ao altar após encontrar três medalhinhas de Santo Antônio
AutorFoto: Arquivo pessoal

Hoje, ao olhar para a família que está construindo ao lado do marido, ela acredita que as medalhinhas se tornaram símbolos de uma fase muito especial da vida. "Eu sempre pedi a Deus um casamento abençoado e uma família construída na fé. Quando encontrei as medalhinhas, senti que era uma forma de Deus me mostrando que estava cuidando dos meus planos", afirma.

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A primeira medalha permanece guardada na carteira até hoje. As outras duas estão preservadas junto de medalhas de outros santos que coleciona com carinho.



							Araponguense sobe ao altar após encontrar três medalhinhas de Santo Antônio
AutorFoto: Arquivo pessoal

A ligação com Santo Antônio continua forte. Sempre que ouve falar da tradição do bolo e das medalhinhas, Karla diz sentir alegria. "Santo Antônio representa muito na minha vida e faz parte da minha caminhada de fé."

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Para quem ainda sonha em encontrar um grande amor, ela deixa uma mensagem simples, mas carregada de esperança. "Nunca desista de encontrar alguém que possa sempre estar com você. E nunca perca a fé, porque os planos de Deus sempre são maiores do que nós imaginamos."

Quando compartilha sua história, a reação das pessoas costuma ser parecida: surpresa, alegria e admiração. Afinal, em tempos em que muitos procuram explicações para tudo, histórias como a de Karla continuam alimentando uma tradição que atravessa gerações e mantém viva a crença de que, às vezes, uma pequena medalhinha pode carregar um grande significado.


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							Araponguense sobe ao altar após encontrar três medalhinhas de Santo Antônio
AutorFoto: Lis Kato/ TNOnline


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