Polo moveleiro cresce em exportações

Os móveis produzidos pelo polo moveleiro de Arapongas têm ganhando espaço no mercado internacional. Apesar da crise que assolou o setor, principalmente nos últimos anos, os números apontam que o comércio exterior foi a aposta de várias empresas.
Segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), de janeiro a setembro deste ano, as exportações de móveis representaram 57% de tudo que foi exportado no município, representando U$$ 27,67 milhões. No mesmo período do ano passado, as exportações de móveis representaram 43% desta fatia do mercado, movimentando U$$ 23,62 milhões.
Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Irineu Munhoz, o setor estabilizou há alguns meses e começou a reagir. “Apesar ainda de ser difícil falar num percentual, as empresas já voltaram a contratar e estão num ritmo constante”, observa. O setor tem apresentado saldo positivo nos últimos meses. Em junho, segundo o Caged, foram 89 vagas positivas geradas no setor de transformação, que faz parte as indústrias de móveis.
Sobre as exportações, Munhoz avalia que, com a crise, várias empresas voltaram a procurar espaço no comércio exterior. Porém, para isso, precisaram investir principalmente na qualificação da mão de obra e também nos processos internos.
Como exemplo, Munhoz cita a própria experiência. “Nós aumentamos as exportações em cerca de 35% nos últimos meses, o que representa cerca de 15% dos nossos negócios. É importante o empresário apostar o mercado externo, porém se se esquecer do mercado nacional, que é sempre um grande mercado e merece atenção”, diz.
“As exportações ajudam a pulverizar os riscos. Por outro lado, as exigências são maiores, o que faz o empresário buscar constantemente melhorias internas, para reduzir custos ao mesmo tempo que melhora a qualidade dos produtos” acredita Munhoz, que exporta para cerca de 45 países.
Diretor de outro grupo moveleiro, Sidney Nakama, também apostou nas exportações nesse período e garantiu o crescimento da empresa. “Tivemos um crescimento de quase 20% nos últimos dois anos. Nesse período, as exportações também evitaram que algumas demissões ocorressem. Além disso, investimos ainda mais na qualificação profissional e na melhoria dos processos”, diz.
Com isso, segundo ele, conseguiram evitar desperdícios, visando à excelência. “As exportações correspondem a 20% do nosso faturamento. Os outros 80% temos que conquistar dentro do mercado nacional, por isso, a qualidade aliada a confiança e pontualidade faz a diferença”, ressalta.
