Industrialização em Arapongas: Motores do desenvolvimento

Ingleses e franceses são rivais históricos, mas de certa forma encontraram no norte paranaense um local onde puderam esquecer as diferenças em prol da prosperidade e do progresso: Arapongas. Os povos europeus deram o primeiro passo na história do município, que hoje completa 67 anos de emancipação política. O que começou com duas pessoas de grande visão estratégica hoje se transformou em uma das maiores cidades do estado e, por causa de sua força industrial, uma das mais importantes do país.
O primeiro trabalho em terras hoje araponguenses foi feito pela Companhia de Terras Norte do Paraná, constituída através de dinheiro da Inglaterra. Em 1935, o primeiro lote foi vendido ao francês Renê Cellot e a sua filha. Doze anos depois, a pequena vila foi elevada a município, que hoje conta com quase 114 mil habitantes segundo a última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A maioria da força de trabalho do município é empregada na indústria. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), são 19 mil trabalhadores nas indústrias de Arapongas, de um total de 35,2 mil empregos formais existentes na cidade, o que equivale a 53,8%. São ao todo quase 1 mil indústrias, as quais destacam-se sobretudo as moveleiras e alimentícias.
Boa parte das exportações do município é feita pelo setor, que mandou para fora do país mais de US$ 97,4 milhões em 2013. De janeiro a agosto deste ano, o volume de exportações chegou a US$ 61,2 milhões.
“Temos uma industrialização muito forte. É isso que faz com que tenhamos um crescimento tão rápido e consistente. A força da indústria araponguense faz a cidade evoluir. O comércio, a rede hoteleira e o turismo giram em torno da indústria”, afirma Pedro Paulo Correa Nazário, secretário municipal da Indústria, Comércio e Turismo.
A Prefeitura aposta nesse nicho para continuar crescendo. Prova disso é o desenvolvimento de um novo Parque Industrial de 26 alqueires. A ideia é transformar o local no 15º parque moveleiro da cidade, mas a área está aberta a todos os setores. Esse vigor industrial também se reflete em outras áreas, como aponta o secretário municipal de Finanças, Evandro Pochwatka.
“A indústria gera impostos ao município, o que nos dá a possibilidade de investir em toda a cidade. O repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) vem menor do que a arrecadação de ICMS gerada no município. Mas ainda assim estamos nos desenvolvendo e a indústria tem papel fundamental nisso”, afirma Evandro.
